Vento de Espanha

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SINOPSE

Custódio é um camponês beirão que decide vir para Lisboa estudar. Lurdes, uma lisboeta da Mouraria que sempre conseguiu recompor-se dos duros golpes da vida. Quando o caminho dos dois se cruza, a vida de ambos mudará para sempre. A sua história inicia-se em Portugal e estende-se, depois, a uma Espanha mergulhada na Guerra Civil. É aí que Custódio e Lurdes vão entrelaçar os seus destinos com três outros personagens: o violento Zanelli, o tenente fascista para quem o brado ¡Viva la Muerte! é um lema de vida; a corajosa Maria del Carmen, uma madrilena das classes altas que se guia por princípios de humanidade num tempo em que a moderação desapareceu; e o sagaz Vorobiov, coronel soviético profundamente desiludido com os rumos da revolução bolchevique.

Vento de Espanha é um romance sobre amor e coragem, arrependimento e expiação. É também uma impressionante viagem à década de 1930. Seja nos bairros populares de Lisboa, seja na Espanha rasgada em dois, o leitor visitará as ilusões e desilusões políticas daqueles anos de ferro. E irá ver, acima de tudo, os encontros e desencontros das pessoas num mundo em profunda convulsão.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Comentário ao livro "Vento de Espanha"
Carla Sofia Lucas Marques |2017-08-07
Li os quatro romances históricos de João Pedro Marques, sendo que nos três primeiros a ação decorre durante o século XIX, tendo como pano de fundo Portugal, África e Brasil, e este último "Vento de Espanha", passa-se em Portugal (Lisboa e uma aldeia na Serra da Estrela, do distrito da Guarda, completamente isolada do mundo, durante os anos 30 do século XX e no período da ditadura salazarista) e em Espanha, no decurso da Guerra Civil travada por republicanos e fascistas comandados pelo temível General Franco entre 1936 e 1939. Como nos seus outros livros, o escritor João Pedro Marques mostra as suas capacidades e trabalho de pesquisa, descrevendo-nos com rigor como era a vida em Lisboa e no interior de Portugal nos anos trinta, com as iniquidades entre pobres e ricos, entre o interior e a capital, entre homens e mulheres, o nascimento e crescimento dos ideais comunistas como um mundo ideal e justo de igualdade e como se a U.R.S.S. fosse o melhor dos países para se viver. O autor consegue também descrever com rigor e num registo quase cinematográfico o início e a progressão da Guerra Civil espanhola, dando-nos a conhecer a origem do conflito, os motivos do lado republicano e da fação fascista, as principais batalhas pela conquista das cidades, os fuzilamentos e atrocidades cometidos por uns e outros, o cerco a Madrid pelos fascistas e a resistência nesta cidade pelos combatentes e habitantes da mesma, a participação das brigadas internacionais constituídas por jovens idealistas e mal preparados do lado republicano, o apoio organizado e eficaz dos fascistas alemães e italianos às forças de Franco, bem como a intervenção dos portugueses nesta guerra fratricida. E contrariamente a outros livros que li sobre este tema, João Pedro Marques foi quem descreveu de uma forma mais isenta este conflito, não poupando nenhuma das fações desta guerra que dividiu amigos, vizinhos e famílias, os quais se colocaram em lados opostos, pois referiu tanto as atrocidades cometidas por fascistas, como por comunistas, anarquistas e membros de partidos e sindicatos, apesar de os primeiros terem sido bem mais cruéis. Foi uma época de posições extremadas, onde, como algumas personagens referem, os instintos e as emoções mais básicas se sobrepuseram à razão e à moderação. Além disso, o escritor, a par com os acontecimentos históricos, soube criar personagens extraordinárias e complexas, com valores e objetivos de vida muito diferentes, e cujos ideais vacilavam perante a realidade crua dos factos com que eram confrontados: Custódio, o camponês beirão que veio para Lisboa com o objetivo de estudar e de ter uma vida melhor que a da sua família, mas que, por desentendimentos amorosos, se viu enredado na Guerra Civil espanhola, do lado dos fascistas; Lurdes, uma lisboeta que por sofrer de discriminação enquanto mulher e costureira pobre, abraça os ideais comunistas, e vai para Madrid ser condutora de ambulâncias e enfermeira do lado republicano; Carmen, uma madrilena rica, de direita, mas moderada, que, por a família ser fascista, sofre perseguições por parte dos radicais republicanos; e o Coronel russo, Vorobiov, enviado por Estaline para Espanha para auxiliar as forças republicanas que, após ter participado na revolução de 1917 na Rússia junto de Lenine, acreditando nos ideais comunistas, após os excessos do primeiro e depois de Estaline, com a execução de tantos camaradas seus, e de ver que os camponeses e operários soviéticos não melhoraram assim tanto as suas condições de vida, se torna num homem cético quanto ao regime comunista. Gostei também muito das reflexões das personagens acerca do indivíduo ser colocado numa posição de inferioridade face ao coletivo e às massas de acordo com os ideais comunistas, o que leva ao desrespeito dos direitos humanos.
Um historiador deve ser isento
Madalena Schedel |2017-05-08
Li todos os romances de J.P. Marques de que muito gostei, bem como a sua obra-prima "os sons do silêncio". Agora comprei e li, boquiaberta de espanto, o seu último romance sobre a Guerra Civil de Espanha. Ou o senhor não sabe e, como historiador devia saber que não foi uma guerra entre republicanos "bonzinhos" e fascistas "medonhos". Devia saber que o levantamento militar se verificou devido aos abusos e assassínios que a Frente Nacional praticou logo que chegou ao poder. Depois, devia saber que, se os nacionalistas (só a Falange e as JONS de Ledesma Ramos eram fascistas), foram ajudados por Hitler e Mussolini, a República teve ao seu lado a URSS e as Brigadas Internacionais, orquestradas pelo Comintern. Houve iguais atrocidades de parte a parte. Veja-se Paracuellos de Jarama , cujo chefe foi Santiago Carrillo. Aconselho o senhor doutor a ler Hugh Thomas, Burnett Bolotten, ou, mais modernos, César Vidal e Stanley G. Payne. Além disso, faço notar que os crimes do lado republicano não foram todos praticados pelos anarquistas, fazendo parecer que o Governo os ignorava, o que não é verdade. Leia-se a esse respeito os diários de Azaña, o próprio presidente da República.

DETALHES DO PRODUTO

Vento de Espanha
ISBN:978-972-0-04989-6
Edição/reimpressão:02-2017
Editor:Porto Editora
Código:04989
Idioma:Português
Dimensões:152 x 235 x 23 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:336
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
João Pedro Marques nasceu em Lisboa, em 1949. Foi professor do ensino secundário e, depois, durante mais de duas décadas, investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical e Presidente do Conselho Científico desse Instituto, em 2007-2008.
Doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou durante a década de 1990, é autor de dezenas de artigos sobre temas de história colonial, e de vários livros, dois dos quais publicados em Nova Iorque e Oxford (The Sounds of Silence, 2006; e, em coautoria, Who Abolished Slavery? A debate with João Pedro Marques, 2010).

Em 2010 a Porto Editora publicou o seu primeiro romance, Os Dias da Febre, ao qual se seguiram, em 2012, Uma Fazenda em África (que, com várias edições, constituiu um dos grandes sucessos do ano), em 2014, O Estranho Caso de Sebastião Moncada, em 2015, Do Outro Lado do Mar, e, em 2017, Vento de Espanha.
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