No rasto dos duendes eléctricos

No rasto dos duendes eléctricos

(Poesia 1978 – 2018)

Adolfo Luxúria Canibal
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SINOPSE

O rock é sobretudo contracultura, oposição à padronização ou higienização social. Na sua mais elementar definição, o rock está como um convite à liberdade, defendendo a oportunidade para a informalidade e para a mais desabrida emoção. Há um arrebatamento esperado no seu som, uma entrega que pressupõe a reeducação para a dimensão sensorial, profundamente animal, sem pudor ou crime.
O trabalho de Adolfo Luxúria Canibal é um dos mais cultos no panorama do rock português. Exímio à frente dos Mão Morta, o seu carisma justifica parte da contínua vigência da sua grande banda, carisma que adensa com letras frontais, sempre colocadas como golpe perante um mundo de seduções, vícios e falhas virtudes.
Não há um moralismo bacoco. O que diz é do foro da denúncia e é também afeição ao perigo, porque não se tem como exemplar, tem-se como livre.
Não é possível a cultura portuguesa recente passar ao lado da poesia que aqui se reúne. Em algum momento, todos fomos expostos à sua acidez perspicaz, pertinente, perante o pouquinho que tende a ser o mundo das pessoas. Entre amores abissais e políticas grotescas, alucinações de teor mais ou menos farmacêutico ou cidades cheias de passado, a poética de Adolfo Luxúria Canibal é a contemporaneidade completa, uma avidez, com seu modo próprio de se assumir e denunciar ao mesmo tempo. Sem culpa. Apenas força. Poderia dizer, inteligência.

Valter Hugo Mãe
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DETALHES DO PRODUTO

No rasto dos duendes eléctricos
de Adolfo Luxúria Canibal
ISBN:978-972-0-03229-4
Edição/reimpressão:09-2019
Editor:Porto Editora
Código:03229
Idioma:Português
Dimensões:160 x 198 x 35 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:448
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia

de Adolfo Luxúria Canibal

Adolfo Luxúria Canibal
Adolfo Luxúria Canibal é o pseudónimo de Adolfo Morais de Macedo. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi advogado e é consultor jurídico. Fundador do grupo rock Mão Morta, de que é vocalista e letrista, criou espetáculos de spoken word, em nome próprio ou como Estilhaços, e integrou o coletivo de música eletrónica Mécanosphère, tendo mais de três dezenas de discos editados, e outros tantos como convidado de artistas nacionais e estrangeiros, na qualidade de vocalista ou letrista. Dinamizou espetáculos de comunidade, como os musicais Então Ficamos… ou Chão, e concebeu performances várias, com destaque para a neuro-áudio-visual Câmara Neuronal, realizada a partir dos sinais elétricos emitidos pelo cérebro, ou a da instalação The Wall of Pleasure, inaugurada na Rooster Gallery em Nova Iorque. Participou como ator na série para televisão O Dragão de Fumo e em algumas curtas-metragens ou em peças de teatro como Eis o Homem!, da companhia Mundo Razoável. Concebeu ainda com João Onofre o filme de videoarte S/título (¿¿¿ ¿¿¿¿¿), para o festival Curtas de Vila do Conde, e com Inês Jacques o espetáculo de dança No Fim Era o Frio, para o festival Guidance. Publicou, entre outros, os livros Rock & Roll, Estilhaços, Todas as Ruas do Mundo, Garatujos do Minho e o livro-objeto Desenho Diacrónico, com Fernando Lemos.
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