A Lua e as Fogueiras

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SINOPSE

Depois de vinte anos emigrado na América, um homem regressa à Itália da sua juventude. Percorre os caminhos da aldeia onde viveu ainda rapaz, atravessa os campos e descobre que à sua volta tudo mudou. Tudo menos a paisagem e Nuto, um velho amigo com quem gosta de falar do passado. Ao seu espírito acorrem as imagens de outros tempos, os primeiros amores, as primeiras experiências de vida, mas entretanto outros acontecimentos intervêm, já não recordações, mas a cega loucura do presente, outros fogos que não são já as fogueiras que os camponeses acendiam, mas incêndios provocados pela raiva ou pelo desespero. Romance que precede em poucos meses o suicídio do autor, em 1950, A Lua e as Fogueiras é uma história sobre a passagem do tempo, as cicatrizes que se acumulam no homem e, em contraponto, a impassibilidade da natureza. Um texto que revela em pleno os talentos de Cesare Pavese.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

Em A Lua e as Fogueiras está a síntese do enorme talento de Cesare Pavese. (…) É um romance marcado pela nostalgia, a impossibilidade do encontro com as memórias, da reconciliação do passado, da pacificação com amores.
Isabel Lucas, Público
Finda a leitura, fica a fazer mossa a errância de quem emigrou, a procura de mundo, a fuga das raízes, de uma vida estática, confinada a metros. É que partir implica poder ver para além da curva, não aceitar o fatalismo dos limites, poder concatenar, relativizar.
Observador

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

O bucolismo de Pavese
Helder Raimundo | 2022-07-12
«A Lua e as Fogueiras», de Cesare Pavese, é uma obra escrita com o amor neo-romântico dos italianos. Este, não é qualquer um; Cesare Pavese teve a prática da escrita e da leitura – enquanto trabalhou na Editora Eunadi desenvolveu o gosto do vocabulário, com traduções e escritos redatoriais – e as suas páginas têm a beleza do bucolismo dos campos, nos olhares do outro que vem das Américas. As vinhas e os campos de trigo, os bastardos explorados pelos latifundiários das quintas, as festas e os desamores das iniciações sexuais, quase sempre escondidas nos olhares tímidos e nos pensamentos mais conspícuos, são panegíricos da beleza rural, entre as batalhas da segunda guerra. Pena que a tradução da edição que tenho (coleção Mil Folhas-Público) seja pouco cuidadosa, na construção das frases e nalgumas, poucas, gafes.
Vida extra ordinária
Luis Jorge | 2021-04-01
Pavese é um símbolo de desgraça retratada nesta obra, como a sua vida sempre em tragédia. A vida de um homem entre a Itália e as Américas e o regresso ao ponto de partida. As memórias as mudanças os esquecimentos Tudo o que se pode arrastar numa vida, como qualquer visita ao passado e ao esquecimento. Excelente obra para perceber como viveu este Senhor da escrita italiana que nos conta a sua Itália para o mundo. É bom revisitar passados alheios por nos darem a possibilidade de reviver o nosso!

DETALHES DO PRODUTO

A Lua e as Fogueiras
ISBN: 978-989-711-118-1
Edição/reimpressão: 01-2021
Editor: Livros do Brasil
Código: 77532
Coleção: Dois Mundos
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
Cesare Pavese nasceu em 1908, na pequena vila italiana de Santo Stefano Belbo. Em 1927 inscreve-se na Faculdade de Letras da Universidade de Turim e inicia pouco depois o seu trabalho de escrita e de tradução de alguns dos mais relevantes autores de língua inglesa do século xx, entre os quais John Steinbeck, William Faulkner e James Joyce. O seu primeiro livro de poesia, Trabalhar Cansa, é revelado em 1936. Combatente antifascista, foi preso e condenado ao degredo, aderindo, depois da guerra, ao Partido Comunista. Em 1947 publica Diálogos com Leucò e em 1949 O Belo Verão, livro que veria distinguido em 1950 com o Prémio Strega. Nesse mesmo ano, e pouco após o lançamento daquele que é considerado o seu romance mais bem-conseguido, A Lua e as Fogueiras, Pavese suicida-se, num quarto de hotel em Turim.
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