Baiôa sem data para morrer

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SINOPSE

Quando um jovem professor decide aceitar a mão que o destino lhe estende, longe está de imaginar que, desse momento em diante, de mero espectador passará a narrador e personagem da sua própria vida. Na aldeia dos avós, no Alentejo mais profundo, Joaquim Baiôa, velho faz-tudo, decidiu recuperar as casas que os proprietários haviam votado ao abandono e assim reabilitar Gorda-e-Feia, antes que a morte a venha reclamar. Eis, pois, o pretexto ideal para uma pausa no ensino e o sossegar de um quotidiano apressado imposto pela modernidade. Mas, em Gorda-e-Feia, a morte insiste em sair à rua, e a pacatez por que o jovem professor ansiava torna-se um tempo à míngua, enquanto, juntamente com Baiôa, tenta lutar contra a desertificação de um mundo condenado.
Num romance que tanto tem de poético como de irónico, repleto de personagens memoráveis e de exuberância imaginativa, e construído como uma teia que se adensa ao ritmo da leitura, Rui Couceiro põe frente a frente dois mundos antagónicos, o urbano e o rural, e duas gerações que se encontram a meio caminho, sobre o pó que ali se tinge de vermelho, o mais novo à espera, o mais velho sem data para morrer.

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CRÍTICAS DE IMPRENSA

Este é um romance tão perfeito, tão maravilhosamente escrito, com uma originalidade tal, que eu não acredito que seja o seu primeiro romance. Recordou-me uma literatura universal, como o romance do grande Juan Rulfo, Pedro Páramo.
Alberto Manguel
Depois de ler o livro de Rui [Couceiro], vou encarregar-me de ser o porta-voz deste livro no mundo inteiro, porque se este livro fosse um livro americano ou alemão já haveria mil editores no mundo inteiro a querer traduzir e publicá-lo.
Alberto Manguel
Um livro espantosamente belo, sempre bem escrito e tão inovador no seu imaginário de ficção, quanto no desafio da história por ele narrada (…) marca a estreia literária de Rui Couceiro, mas de modo a projetá-lo de imediato para o grande futuro da literatura. Eis um narrador que nos inventou um novo realismo espiritual (nada de neorrealismo, nem de realismo mágico ou fantástico tout court, mas dele não excluído) com um soberbo e atroz talento que maravilha o leitor. É na diferença dessa sua originalidade entre nós que se afirma o valor desta obra, bem como o nome de Rui Couceiro, romancista pleno.
João de Melo
Rui Couceiro constrói um romance épico com a ajuda de um personagem fabuloso, Joaquim Baioa, um herói autêntico. Escrita em longos monólogos perfeitos, esta obra fascina o leitor, não só porque o narrador toma o leitor como confidente, como no desenrolar discursivo do enredo ele é seduzido pelo aspeto caudaloso da linguagem a que voluntariamente o leitor adere amarrado já pela força estonteante desta e dos personagens fortes e poderosos. Em suma, o leitor é arrastado para o turbilhão fascinante da ficção. Rui Couceiro é incontestavelmente uma revelação na literatura portuguesa e isso é fundamental que se diga.
Manuel da Silva Ramos
Uma estreia impressionante, um inteligentíssimo contador de histórias, cheio de detalhes e surpresas, num claro deleite de narrar sem pressas ou precipitações. “Baiôa sem Data Para Morrer” não é uma estreia comum. É fulgurante, viciante, comovente, inesperado. Ganhamos todos um belíssimo romancista.
Valter Hugo Mãe, Notícias Magazine
Baiôa não traz data para morrer, nem data para parar de ler. Mal o leitor se instala com o narrador (…) naquela aldeola de Gorda-e-Feia com 17 casas, tem dificuldade de lá sair antes de chegar à contracapa. Pelo caminho, ouvimos a mãe do narrador a dizer “nós não somos nada”. E percebemos que somos apenas o tempo que temos e, sobretudo, que tudo tem de ter um fim. Mesmo esta deliciosa leitura.
Mafalda Anjos, Visão
De todos os livros portugueses que li em 2022, este é o que mais me cativou, que mais me comoveu, que mais me inquietou, que mais questões e dúvidas me estendeu. Depois, de todos os livros de ficção, com origem indiscriminada e geografias variáveis, que li em 2022, continua a ocupar o lugar cimeiro, mesmo sabendo-se que o gosto é apenas isso mesmo: uma perspetiva individual. (…) É um marco para todos os que o lerem. Só se prejudica quem não o fizer.
João Gobern, Jornal de Notícias
São a um tempo frágeis e poderosas as personagens que Rui Couceiro nos revela neste livro cativante, sem aquilo que define como "a condescendência provinciana com que a cidade olha o campo".
Fernando Alves, TSF
Um soberbo retrato de um interior desertificado e exangue. A destreza narrativa é uma das principais marcas deste romance.
Sérgio Almeida, Jornal de Notícias
O autor tem uma escrita surpreendente, cheia de detalhes, recheada de episódios, misto de observação e de sensação. O livro é na realidade a história da descoberta de uma outra vida fora da cidade, uma narrativa quase em jeito de diário, contando as experiências vividas pelo imaginado protagonista na companhia de uma mão-cheia de personagens castiças, tragicómicas, quase impossíveis.
Manuel Falcão, Jornal de Negócios

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Gostei
Cecília Carvalho | 2025-02-24
Romance que descreve bem o interior nosso pais, as aldeias isoladas e a "morrerem". O livro mostra a simplicidade das pessoas com personagens muito "castiças" que nos fazem sorrir. Uma aldeia que acaba por conquistar o rapaz que vai da cidade, ajuda-o a desligar-se das coisas materiais e a ver a beleza da simplicidade. Recomendo
Magnífico!
MC | 2022-09-04
Personagens e situações hilariantes, retrato da ruralidade portuguesa, recheado de ironia e sensibilidade.

DETALHES DO PRODUTO

Baiôa sem data para morrer
de Rui Couceiro
ISBN: 978-972-0-03582-0
Edição/reimpressão: 06-2022
Editor: Porto Editora
Código: 03582
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 29 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 448
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

sobre Rui Couceiro

Rui Couceiro nasceu no Porto, em 1984. Trabalhou no meio editorial durante duas décadas, primeiro como assessor de comunicação da Porto Editora e mais tarde como editor da Bertrand, onde criou e dirigiu durante dez anos a chancela Contraponto. Atualmente, encontra-se a comissariar o evento literário e cultural BABELL, promovido pela Fundação Livraria Lello, com o apoio da Câmara Municipal do Porto. É membro do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queiroz e colabora com a revista Visão. Como autor, publicou, em 2022, o seu primeiro romance, Baiôa sem Data para Morrer, distinguido com o Prémio Literário Manuel de Boaventura nesse ano e finalista do Prémio Pen Club Português no ano seguinte. Em 2024, lançou o seu segundo romance, Morro da Pena Ventosa, que obteve idêntico reconhecimento dos leitores e da crítica. Em 2026, publicou A Mais Bela Maldição, um conjunto de histórias reais de gente apaixonada por livros.
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