A aldeia das almas desaparecidas II
Aquilo que procuramos está sempre à nossa procura
SINOPSE
Depois dos desesperados esforços para salvar a avó Flor do Fogo de Santo António que dizimava Salamanca, Isaaque Zarco regressa ao Porto, onde retoma o seu trabalho como assistente de alfaiate e participa ainda mais ativamente nos serviços da sinagoga clandestina da cidade. A pacatez dos seus dias, porém, é interrompida quando, já com dezassete anos, recebe uma carta da filha adotiva de Flor, Sálvia, informando-o de que a velha curandeira foi presa pelo Santo Ofício. Isaaque vê-se então mergulhar num mundo pérfido repleto de traições, que culminam no terrífico auto de fé de Madrid, de 1680. Pior do que tudo, fica a saber que, sob tortura, a velha curandeira denunciou outros dois amigos como judeus secretos. Será ele capaz de os salvar, correndo o risco de ser preso?
Amor, traição, sacrifício e coragem coexistem neste romance arrebatador, narrativa ímpar dos horrores da Inquisição, que eleva Richard Zimler ao pódio dos maiores contadores de histórias.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
Sem desistir de perceber por que motivo o pai o enjeitou, Isaaque regressa ao Porto, onde se dedica a ser aprendiz de alfaiate e leva uma vida aparentemente tranquila, entre amigos.
Mas os horrores da Inquisição e as denúncias que ameaçam uma religião praticada às escondidas estão sempre à espreita… A carta de uma amiga revela-lhe que a avó foi presa pelo Santo Ofício, pondo fim a este interlúdio aparentemente idílico e levando-o ao terrível auto de fé de Madrid, em 1680.
Documento essencial da perseguição religiosa aos judeus na Península Ibérica, este romance ágil fala-nos também de abandono familiar, violência doméstica, amor e sacrifício, estabelecendo inúmeras pontes com o nosso tempo. "
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