2025-09-05

Lições para a humanidade vindas de Marte

A Porto Editora dá continuidade aos ensinamentos deixados por José Saramago com o álbum ilustrado Um Azul para Marte, originalmente publicado no volume de crónicas Deste Mundo e do Outro.

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Nesta história, o narrador quebra a promessa feita aos marcianos e partilha o testemunho da sua estadia em Marte. Um planeta pintado a duas cores – branco e preto (com todas as gradações intermédias) – e onde os habitantes vivem em paz e harmonia, não compreendem o conceito de guerra e onde hospitais, universidades e museus existem «porque eram ali precisos». Apesar de terem tudo, o narrador teme que os marcianos estejam dispostos a trocar todos os valores e segredos de Marte pela cor azul.

Com o registo único e inconformista que caracteriza a obra de José Saramago, Um Azul para Marte convida à reflexão sobre os valores, hábitos e costumes da sociedade moderna. As ilustrações de Claudia Legnazzi acrescentam intensidade a esta viagem literária ao apresentar Marte com linhas geométricas e uma atmosfera robótica.

Trata-se de uma história direcionada ao público mais jovem, mas cuja mensagem é intemporal e aconselhada para todas as idades.

 

SOBRE O LIVRO
Um Azul para Marte
A noite passada fiz uma viagem a Marte. Passei lá dez anos...
Comprometi-me a não divulgar os segredos dos marcianos, mas vou faltar à minha palavra.»
Neste conto, publicado originalmente em 1969 no jornal A Capital e incluído no volume de crónicas Deste Mundo e do Outro (1971), a escrita incomparável de José Saramago leva-nos numa viagem espacial até uma utopia em Marte, uma jornada que ganha vida graças às deslumbrantes ilustrações de Claudia Legnazzi.
 


SOBRE O AUTOR
Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga. As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.» Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte. No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário. Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis. Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias. No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo. No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa. José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

 

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