Milhões de leitores conhecem as personagens de Isabel Allende. Conhecem os romances, os cenários e as emoções que atravessam uma obra traduzida para dezenas de idiomas. Muito poucos conhecem, porém, o espaço silencioso onde tudo começa. É precisamente para esse lugar que a autora conduz os leitores em A Palavra Mágica.
Afastando-se da ficção, Allende regressa aos momentos que moldaram a sua vida e a sua escrita. A carta enviada ao avô durante o exílio, que acabaria por dar origem ao romance A Casa dos Espíritos, a dor da perda da filha Paula ou os anos marcados pela censura e pelo medo surgem como peças fundamentais de uma história que nunca parou de ser escrita.
Para a autora, a literatura continua a escapar às explicações mais simples. As histórias aparecem onde menos se espera, as personagens reclamam espaço próprio e a página em branco transforma-se num lugar de descoberta. «Ao escrever, transformo-me em médium», confessa Isabel Allende, resumindo numa única frase a relação singular que mantém com a criação literária.
Publicado numa fase particularmente livre da sua vida, A Palavra Mágica. aproxima os leitores da voz que existe para lá dos romances. Uma voz que reflete sobre a liberdade de imaginar, sobre o valor da memória e a persistência necessária para continuar a contar histórias quando já não há nada a provar, apenas o desejo de continuar a escrever. O novo livro de Isabel Allende já está disponível em todas as livrarias.
SOBRE A AUTORA
Isabel Allende é umas romancista, feminista e filantropa que nasceu no Peru e passou a maior parte da juventude no Chile. É umas das escritoras mais lidas em todo o mundo, tendo vendido mais de 85 milhões de exemplares, estando os seus 38 livros publicados em 42 línguas. É autora de vários bestsellers acalmados pela crítica, como O vento conhece o meu nome, Violeta, Longa pétala de mar, A casa dos espíritos, De amor e de sombra e Paula. Para lá do seu trabalho como escritora, Isabel dedica muito do seu tempo a causas humanitárias. Recebeu 15 doutoramentos honoris causa, entrou no California Hall of Fame e foi distinguida com o PEN Center Lifetime Achievement Award e o Anisfield-Wolf Lifetime Achievement Award. Em 2014, foi agraciada por Barak Obama com a medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta distinção civil nos EUA. Em 2018, recebeu a Medal for Distinguished Contribution to American Letters, atribuída pela National Book Foundation. Vive na Califórnia com o marido e os cães.