História de amor absoluto, Bela do Senhor é considerado o livro de culto de Albert Cohen, clássico insuperável e intemporal, e a 27 de setembro terá uma nova edição pela Porto Editora, com capa do escultor Francisco Simões.
Galardoado com o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa em 1968, narra a história de sedução e amor entre um alto funcionário da Sociedade da Nações judeu, poderoso mas angustiado, e uma jovem aristocrata, casada e protestante. Um livro sobre a paixão mas também sobre desencantos, contrastes, ambições e ameaças, passado nas vésperas da Segunda Guerra Mundial.
IMPRENSA
«Inquestionavelmente, Bela do Senhor é a obra-prima da literatura amorosa da nossa época.»
Bernard Pivot, Lire
«Um monumento, uma obra-prima […] que o equipara aos maiores romancistas da literatura universal […]. Impõe-se com a mesma necessidade clássica de Shakespeare, Proust, Rabelais, Joyce ou os grandes profetas do Antigo Testamento.»
Claude Lanzman
«Amor, humor, o lírico e o cómico […]. Poeta e palhaço Albert Cohen oferece-nos um trampolim para subirmos até às estrelas, mas não estende a rede para receber o acrobata.»
Claude Roy
«Uma ampla e espantosa sátira da vida moderna […]. Mais de um milhão de exemplares vendidos só na Europa.»
Publishers Weekly
SINOPSE
Passado entre Genebra e França, em 1936, numa época em que o antissemitismo alcança na Alemanha o seu auge, Bela do Senhor relata, com lirismo romântico e uma ironia feroz, a relação impetuosa entre Solal, judeu, alto funcionário da Sociedade das Nações, e Ariane, aristocrata protestante casada com um seu subordinado, desde o primeiro encontro até à agonia final, passando pela conquista, a paixão e a implacável degradação dos sentimentos. Em pano de fundo, um universo ambivalente e estruturado por antagonismos: a gente comum e os novos-ricos, os dominados e os dominantes, a aristocracia e a burguesia, os judeus e os protestantes, o sexismo e a imagem sagrada da mulher.
O AUTOR
Albert Cohen (1895-1981) nasceu na ilha grega de Corfu, filho único de uma família judia. Em 1914, mudou-se para Genebra, onde fez o curso de Direito. Inicialmente alto funcionário da Sociedade das Nações e depois da Organização das Nações Unidas, Albert Cohen publicou uma peça de teatro e vários livros de memórias, mas deve a sua celebridade ao romance Bela do Senhor, galardoado, em 1968, com o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa.