Amanhã, dia 26 de maio, Eduardo Marçal Grilo, Maria de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato vão estar presentes, às 18:30, na Fundação Calouste Gulbenkian, para testemunhar a apresentação do livro Pensar a Educação – Escola, justiça social e participação, da autoria de Pedro Patacho.
O livro parte de um diagnóstico realista e objetivo do estado de arte da educação em Portugal para, de caminho, lançar o debate com vista a um novo pacto social nesta área, algo tão urgente quanto imprescindível para o desenvolvimento e a afirmação de Portugal nas próximas décadas, especialmente tendo em consideração tudo o que se tem testemunhado ao longo da pandemia.
O autor, Pedro Patacho, é doutorado em Educação pela Universidade da Corunha, Espanha, e atualmente vereador na Câmara Municipal de Oeiras com o pelouro da Educação. E tem com ele dois nomes relevantes no debate das políticas educativas a nível internacional: Jurjo Torres Santomé, da Universidade da Corunha, que assina o prefácio, e João M. Paraskeva, da Universidade de Massachusetts, EUA, autor do posfácio.
De referir ainda que, na tarde de sexta-feira, o livro será um dos pontos centrais do colóquio que assinalará os 45 anos do Instituto de Educação da Universidade do Minho, contando com a presença de Pedro Patacho, de Jurjo Torres Santomé e outros convidados, e com apresentação de Rui Trindade, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
SOBRE O LIVRO
À medida que se foram modificando as relações de produção, de poder e de experiência, nas nossas sociedades globalizadas, tornou-se cada vez mais evidente a necessidade de repensar a educação escolar contemporânea. Dos currículos e programas à formação de professores, passando pelos modos de organização e funcionamento, é urgente reimaginar a escola(rização).
Com a universalização do acesso, as escolas encheram-se de diversidade social e cultural que lhes trouxe novos desafios. Fora da escola multiplicaram-se as fontes, os recursos e as oportunidades de aprendizagem, atraentes, dinâmicas, interessantes, frequentemente integradoras de diferentes saberes. Já quase não chegam à escola crianças com pais não escolarizados. Mas são os filhos das famílias em situações de maior vulnerabilidade e com menos escolarização que continuam a engrossar as estatísticas do abandono e insucesso escolar.
Afinal, que projeto político é este a que chamamos escola? De onde vem e por que razão é tão resistente à mudança? Como podem os professores liderar a metamorfose da escola? Qual deverá ser o seu papel nas sociedades contemporâneas? E como pode a ideia de justiça social e curricular estruturar, através da participação, uma educação escolar em que ninguém fica para trás?
SOBRE O AUTOR
É professor do Ensino Superior. Doutorado em Educação pela Universidade da Corunha, Espanha, onde obteve o Prémio Extraordinário de Doutoramento, com uma tese sobre a participação na educação pública, tem lecionado e realizado investigação no domínio da Educação, tanto a nível nacional como internacional. É, atualmente, vereador na Câmara Municipal de Oeiras, com o pelouro da Educação.