É o quarto mês do calendário gregoriano, mas é o primeiro do calendário da liberdade e da democracia portuguesas, aquele em que se assinala «O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio», como o cunhou Sophia de Mello Breyner Andresen. O 25 de Abril é, por isso, um dia de festa, mas também um dia de consciencialização coletiva. De luta pela manutenção da liberdade, dos direitos conquistados ao longo dos tempos e por um futuro digno, livre e promissor.
Se procurarmos encontrar alguém que encarne essa luta, o nome de Maria Ressa será seguramente um dos referidos. Nobel da Paz em 2021, a jornalista filipina, que desmascarou Duterte e deu o mote para desvendar a Cambridge Analytica, relata, em Como fazer frente a um ditador, a sua história pessoal e mostra como as nossas opiniões, e até as intenções de voto, são manipuladas. Este livro é um grito de alerta pelo futuro coletivo da Humanidade.
A sua vida é sinónimo de luta pela liberdade de um povo, e passou 27 anos na prisão por defender uma sociedade multiétnica e em que todos vissem respeitados os Direitos Humanos. Em 1993 recebeu o Prémio Nobel da Paz pela sua luta contra o apartheid. As cartas da Prisão de Nelson Mandela são, por isso, preciosos documentos com um valor excecional para o conhecimento desta que foi uma das figuras mais inspiradoras do século XX.
Em Portugal, a Guerra Colonial foi um dos fatores preponderantes para que Os Rapazes dos Tanques fizessem o 25 de Abril. O livro de Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso é um documento essencial sobre um dos acontecimentos que mais influenciaram a História contemporânea portuguesa, e que deixou marcas um pouco por todo o país. Pela lente de Alfredo Cunha e as entrevistas conduzidas por Adelino Gomes, temos a oportunidade de revisitar aquele que o calendário nacional assinala como Dia da Liberdade!