Verso e Prosa

Mário de Sá-Carneiro; Organizador(a): Fernando Cabral Martins
avaliação dos leitores (2 comentários)
(2 comentários)
ISBN: 978-972-37-1514-9
Edição/reimpressão: 02-2016
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78972
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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.


Excerto

«Neste volume se reúnem os livros de Mário de Sá-Carneiro, por ele publicados, Princípio, de 1912, Dispersão e A Confissão de Lúcio, ambos de 1913, e ainda Céu em Fogo, de 1915. Acrescenta-se o livro Indícios de Oiro, datado de 1915 e publicado postumamente em 1937 pela editora da revista presença, e juntam-se ainda vários poemas e textos soltos, publicados dispersamente ou enviados em cartas a Fernando Pessoa—tal como em notas finais se esclarece.

Fica, assim, composto um conjunto coerente de textos que integra o que de mais marcante escreve, em verso e prosa, um autor capital da nossa modernidade.

Não se inclui a escrita anterior a 1910, sobretudo a juvenília poética e os primeiros contos, e que representa a fase de construção de uma voz que só a partir de Princípio se constitui em toda a singularidade. Também não se incluem as peças de teatro que escreveu e chegaram até nós, e cujo interesse é apenas acessório relativamente à sua obra poética e narrativa. E, finalmente, também ficam de fora as cartas, que têm, sobretudo as que enviou de Paris a Fernando Pessoa, uma enorme importância literária e testemunhal, mas que formam um vasto conjunto à parte.»

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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Na constelação modernista, a figura de Mário de Sá-Carneiro só não resplandece mais intensamente porque o brilho de Fernando Pessoa tende a ofuscar tudo à sua volta. [...] No entanto, ele é um polo de atração do modernismo e das vanguardas europeias [...].»
António Guerreiro, Expresso

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Uma excelente edição de um excelente autor
Marisa Torres | 2020-11-26
Este livro é um essencial para quem gosta da prosa e da poesia de Mário de Sá Carneiro.
Ler Sá-Carneiro é revisitar o Modernismo português e europeu.
J.S. | 2020-05-30
Ainda que a sua obra não seja tão extensa e dispersa como a do seu grande amigo Fernando Pessoa, esta revela um genial e precoce talento para as artes das Letras. O seu poder de expressividade extraordinariamente rica e com uma espantosa acuidade analítica das grandes questões do Homem moderno (Quem sou eu?, por exemplo), fazem dele um dos poetas mais originais da Literatura, não só portuguesa, mas europeia e universal. Edição cuidadíssima e extraordinária, como as restantes da Assírio e Alvim. Recomendadíssimo!

DETALHES DO PRODUTO

Verso e Prosa
ISBN: 978-972-37-1514-9
Edição/reimpressão: 02-2016
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78972
Idioma: Português
Dimensões: 163 x 242 x 51 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 672
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Contos
Poeta e ficcionista, com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro constitui um dos principais representantes do Modernismo português. Partindo para Paris, em 1912, para cursar Direito, estudos que abandonaria pouco depois, a figura de Mário de Sá-Carneiro assume uma importância basilar para a compreensão do modo como o Modernismo português se foi formando com caracteres próprios na recepção das correntes de vanguarda europeias, processo de que a correspondência que estabeleceu com Fernando Pessoa dá um testemunho documental precioso e que culminaria com a publicação de Orpheu, em 1915. Os poemas que edita no primeiro número de Orpheu, destinados a Indícios de Oiro, são, a este título, significativos da sua adesão às estéticas paúlica e sensacionista, que na correspondência entre os dois grandes poetas fora gerada, glosando, então, em moldes muito devedores do simbolismo-decandentismo, a abjecção de um eu em conflito com um outro, reverso da sua frustração e insatisfação ("Eu não sou eu nem o outro, / Sou qualquer coisa de intermédio: / Pilar da ponte de tédio / Que vai de mim para o Outro", "7"), ao mesmo tempo que a publicação de "Manucure", no segundo número de Orpheu , revela uma incursão por uma forma poética mais próxima da escrita da vanguarda futurista, no que contém de autonomização do significante. Já antes de Orpheu, a colaboração de Mário de Sá-Carneiro na revista Renascença (1914) - onde Fernando Pessoa publica Impressões de Crepúsculo -, com a publicação de Além (apresentado como uma tradução portuguesa de certo Petrus Ivanovitch Zagoriansky), instituíra a sua experiência poética na charneira entre a herança simbolista e as tentativas paúlicas e interseccionistas. Mário de Sá-Carneiro constitui ainda um paradigma da prosa modernista portuguesa pela publicação das narrativas Céu em Fogo e A Confissão de Lúcio, construídas frequentemente a partir do estranhamento de um narrador insolitamente introduzido em situações onde o erotismo, o onirismo, o fantástico, se associam aos temas obsessivos do desdobramento e autodestruição do eu. O seu suicídio, com 26 anos, parecendo vir selar aquele sentimento de inadaptação à vida, de permanente incompletude, de narcísico auto-aviltamento e, sobretudo, de consciência dolorosa da irremediável cisão do eu, consubstanciada na dramática tensão entre um eu, vil e prosaico, e um outro, seu duplo ideal, que alimentaram tematicamente a obra, nimbou-o para a posteridade de uma aura de poeta maldito, que deixaria um forte ascendente sobre a poesia contemporânea de gerações posteriores à sua. Com efeito, a mensagem poética do autor de Indícios de Oiro ecoa postumamente na literatura presencista da geração de 50 e até surrealista, passando por nomes absolutamente diversos como Sebastião da Gama, Mário de Cesariny ou Alexandre O'Neill, entre muitos outros.
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