Uma falha nos dentes

Uma falha nos dentes

João Gesta
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SINOPSE

«O que João Gesta escreve é eminentemente resistência, uma natureza avessa, coisa da contracultura que não se apazigua, não se disciplina. O seu efeito não é atinente ao arrumado pelas classificações comuns, sua poética é apoética ou disfarçada de parangona, protesto de parede, boato nada dissimulado.

A obra discreta de João Gesta representa um dos casos mais genuínos de coerência na corrosão do politicamente correcto. A ironização profunda da realidade, incluindo-se nas figuras sempre falhas e de que o mundo se faz, o seu tom impiedoso é sobretudo uma forma de terna desconstrução. Seu humor é sem violência, muito ao contrário, aqueles a que alude mais quer dominar sexualmente do que eliminar da face da terra.

A sexualidade sinuosa, meio a prometer em cada verso, é fundamental para se entender quanto sua intenção é tanto um modo de desmascarar quanto de sedução e, nesse sentido, verdadeiramente não há opostos, proscritos ou santos. Tudo converge e pode participar, todos convergem e podem participar e ser amados. A mundividência de João Gesta não admite preconceitos como, desde logo, não aceita pudores entre a erudição e a coloquialidade. Da política à música, da espiritualidade à poesia, a vida pousa toda no livro de Gesta sem tretas.

Na tradição de O'Neil ou César Monteiro, a espaços, acompanhado por Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Habitualmente, Regina Guimarães ou Nuno Moura. João Gesta é mestre da mais séria cerimónia, a que lida com seus convidados a nu.»

Valter Hugo Mãe
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

Habituados que estamos a associar a poesia ao Belo, tendemos a esquecer que ela também é o lugar da imperfeição, da rugosidade, do humano, demasiado humano, em suma. Deste pecadilho não pode ser acusada a poesia de João Gesta, agora reunida no novo volume da "elogio da sombra".
A "falha nos dentes" a que o título alude é o antipoético que afinal se torna poético. O erro que dá sentido às coisas. Ou, se preferirmos, o profano que abala o sagrado e, deste modo, o faz revigorar-se.
sérgio Almeida, JN

DETALHES DO PRODUTO

Uma falha nos dentes
de João Gesta
ISBN:978-972-0-03199-0
Edição/reimpressão:05-2019
Editor:Porto Editora
Código:03199
Idioma:Português
Dimensões:160 x 198 x 10 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:72
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Poesia

de João Gesta

João Gesta
1953. Há anos assim…
Avençado e, poucas vezes, avançado esquerdo.
Acredita em Deus e na Revolução, não necessariamente por esta ordem.
Já escreveu seis livros de fricção, organizou duas colectâneas poéticas e, ao serviço da Câmara Municipal do Porto, programa desde 2002 o ciclo literário “Quintas de Leitura”.
É trotskista, leixonense e benfiquista. Reconhece que está longe da perfeição.
Toma, ao acordar, Spasmomen, Candesantan, Pantoprazol, Zyloric e Centrum 50 +. Só depois se aventura triunfalmente à estrada, rumo ao Silo Auto. Vai em breve aderir ao Dolviran e à Angelina Jolie. A quinoa ficará para mais tarde.
No dia 25 de Abril de 2013 foi distinguido com a Medalha Municipal de Mérito – Grau Prata da Cidade do Porto. Ficou orgulhoso e foi festejar para o Lingerie.
Quando for grande quer ser Ministro do Ar e Mar Adentro. Os primos ficarão à porta.
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