O Bojador

O Bojador

ISBN:978-972-0-72636-0
Edição/reimpressão:03-2014
Editor:Porto Editora, S.A.
Código:72636
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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 7.° ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

- E não se pode ir além do Bojador?
Esta pergunta inquietava um povo cansado e os espíritos mais conservadores, que acreditavam que o cabo era habitado por terríveis monstros marinhos que arrastavam homens e barcos para os abismos do mar.
Mas o Infante via mais longe. Com Gil Eanes à proa dos seus navios e dos seus sonhos, queria ultrapassar o medo do desconhecido e iniciar uma nova era económica e de conhecimento.

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DETALHES DO PRODUTO

O Bojador
ISBN:978-972-0-72636-0
Edição/reimpressão:03-2014
Editor:Porto Editora, S.A.
Código:72636
Idioma:Português
Dimensões:190 x 225 x 4 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:36
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros infantojuvenis > Livros de referência > Livros em Português > Infantojuvenil > Livros de Referência > Plano Nacional de Leitura > 7.º ano > Leitura Orientada na sala de aula
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância. Em 1939-1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Na sequência do seu casamento com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.

Em termos cívicos, a escritora caracterizou-se por uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista e os seus seguidores. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido um dos subscritores da "Carta dos 101 Católicos" contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política de Salazar. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Após o 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto, numa lista do Partido Socialista. Foi também público o seu apoio à independência de Timor-Leste, consagrada em 2002.

A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana – a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias.
Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Dez anos depois, em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado e os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional.
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