História de um caracol que descobriu a importância da lentidão

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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para apoio a projetos relacionados com a Educação para a Cidadania nos 3º, 4º, 5º e 6º anos de escolaridade.

Os caracóis que vivem no prado chamado País do Dente-de-Leão, sob a frondosa planta do calicanto, estão habituados a um estilo de vida pachorrento e silencioso, escondidos do olhar ávido dos outros animais, e a chamar uns aos outros simplesmente «caracol». Um deles, no entanto, acha injusto não ter um nome e fica especialmente interessado em conhecer os motivos da lentidão. Por isso, e apesar da reprovação dos outros caracóis, embarca numa viagem que o vai levar ao encontro de uma coruja melancólica e de uma tartaruga sábia, que o guiam na compreensão do valor da memória e da verdadeira natureza da coragem, e o ajudam a orientar os seus companheiros numa aventura ousada rumo à liberdade.

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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Caracol "Rebelde"
Liliana | 2021-01-04
Adoro as fábulas de Sepúlveda. Neste livro o Caracol Rebelde ensina a importância da persistência e paciência. Apesar de, em algumas situações, ter medo, segue em frente e não desiste. Adoro a ousadia do Caracol.
Soberbo!!
Liliana Carvalho | 2020-11-20
Eu sei que este livro é direccionado para os mais pequenos, mas é uma das histórias mais bonitas e introspectivas que já na na minha vida, e as ilustrações são pura e simplesmente soberbas, originais e cativantes, tanto para miúdos como para graúdos! Volta e meia tenho de reler esta história, pois vou-me esquecendo da sensação de paz interior que me proporciona, com os nossos dias e sociedade cada vez mais exigente, é esgotante, e muitas vezes sinto como se a minha vida me estivesse a deslizar pelos dedos, será que estou a aproveitar o melhor que posso? Um dos maiores receios que desde que me lembro que existo tenho noção de ter - já em criança! - é o simples pensamento de um dia chegar a uma altura da minha vida, olhar para trás e arrepender-me do que não fiz ou de não ter aproveitado como devia.... este é o meu mais antigo receio, e este maravilhoso conto ajuda-me a colmatar este receio que me vai corroendo as entranhas, ensina-me a dar valor ao que tenho, e acima de tudo, aproveitar todos os momentos...

DETALHES DO PRODUTO

História de um caracol que descobriu a importância da lentidão
ISBN: 978-972-0-04632-1
Edição/reimpressão: 08-2020
Editor: Porto Editora
Código: 04632
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 198 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: 6.º Ano > Apoio Escolar > Leituras Orientadas > Ensino > Livros em Português > Livros > Literatura > Romance > Livros em Português > Livros > Infantis e Juvenis > Literatura Juvenil > Livros em Português > Livros > Plano Nacional de Leitura > 9-11 anos > Cultura e Sociedade > Livros em Português > Livros > Plano Nacional de Leitura > 9-11 anos > Literatura
Foi a 4 de outubro de 1949, na localidade chilena de Ovalle, a mais de 300 km a norte da capital, Santiago, que nasceu Luis Sepúlveda. Filho de um militante do Partido Comunista e proprietário de um restaurante, e de uma enfermeira de origens mapuche (um povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina), Luis Sepúlveda cresceu no bairro San Miguel de Santiago e estudou no Instituto Nacional, onde começou a escrever por influência de uma professora de História.
Aos 15 anos ingressou na Juventude Comunista do Chile, da qual foi expulso em 1968. Depois disso, militou no Exército de Libertação Nacional do Partido Socialista. Após os estudos secundários, ingressou na Escola de Teatro da Universidade de Chile, da qual chegou a ser diretor. Anos mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.
Da sua vasta obra – toda ela traduzida em Portugal –, destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas todos os seus livros conquistaram em todo o mundo a admiração de milhões de leitores.
Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço – que visa galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica –, uma honra de definiu como «uma emoção muito especial».
Para além de romancista, foi realizador, roteirista, jornalista e ativista político. Em 1970 venceu o Prémio Casa das Américas pelo seu primeiro livro, Crónicas de Pedro Nadie, e também uma bolsa de estudo de cinco anos na Universidade Lomonosov de Moscovo. No entanto, só ficaria cinco meses na capital soviética, uma vez que foi expulso da universidade por “atentado à moral proletária”. Membro ativo da Unidade Popular chilena nos anos 70, teve de abandonar o país após o golpe militar de Augusto Pinochet. Viajou e trabalhou no Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Em 1979 alistou-se nas fileiras sandinistas, na Brigada Internacional Simon Bolívar, que lutava contra a ditadura de Anastácio Somoza. Depois da vitória da revolução sandinista, trabalhou como repórter.
Em 1982 rumou a Hamburgo, movido pela sua paixão pela literatura alemã. Nos 14 anos em que lá viveu, alinhou no movimento ecologista e, enquanto correspondente da Greenpeace, atravessou os mares do mundo, entre 1983 e 1988. Em 1997, instalou-se em Gijón, em Espanha, na companhia da mulher, a poetisa Carmen Yáñez. Nesta cidade fundou e dirigiu o Salão do Livro Ibero-americano, destinado a promover o encontro de escritores, editores e livreiros latino-americanos com os seus homólogos europeus.
Luís Sepúlveda vendeu mais de 18 milhões de exemplares em todo o mundo e as suas obras estão traduzidas em mais de 60 idiomas. Em Portugal, era presença assídua na Feira do Livro de Lisboa, em sessões de autógrafos onde era bem visível o carinho do público português pelos seus romances, e esteve presente em quase todas as 21 edições do Festival Correntes d’Escritas, na Póvoa do Varzim, a última das quais entre 18 e 23 de fevereiro de 2020.
A 29 de fevereiro de 2020, Luis Sepúlveda foi diagnosticado com Covid-19, naquele que seria o primeiro caso de infeção nas Astúrias, e consequentemente internado no Hospital Universitário Central de Astúrias, onde veio a falecer a 16 de abril.
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