Do Escriba ao Sábio
Os Detentores do Saber da Antiguidade à Revolução Industrial
Livro 9
SINOPSE
Escolhendo uma abordagem que foge à rigidez disciplinar, que só se instalou no domínio das ciências a partir do século XIX, articula o seu discurso em torno das noções de "modos de apreensão da Natureza" e de "detentores do saber".
Os autores optam por uma reconstrução dos grandes paradigmas que determinaram os quadros de interpretação e de transformação da natureza na história do mundo ocidental, desde as características algorítmicas dos saberes egípcio e babilónio e o saber axiomático, geométrico e dedutivo dos gregos até à conceção analítica que se instala na sequência da Revolução Científica. E focam a sua atenção nos atores que produziram, conservaram e propagaram o saber, analisando detalhadamente as suas origens na organização social e nas instituições do seu tempo, os seus métodos de trabalho, tanto intelectuais como materiais, e a natureza e objetivos das atividades em que se empenharam. Ainda que esteja atenta às formas institucionais, esta obra não se reduz à história "externalista" das ciências, na medida em que se interessa também por descrever as transformações conceptuais ocorridas ao longo da história.
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