Cartoons do Ano 2008

Cartoons do Ano 2008

ISBN: 978-972-37-1399-2
Edição/reimpressão: 03-2009
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78880
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Ser cartoonista ou humorista por profissão, já começa por ser engraçado. Mal acordam, sentam-se a uma secretária, pegam numa caneta e num papel, ou ligam o computador, e zás! Começam a fazer graças. Os humoristas, colocam palavras de pernas para o ar, desfocam as ideias, põem um adjectivo em contramão, trocam as voltas aos adjectivos e baralham as vogais. Os cartoonistas, desdimensionam os narizes, entortam as linhas rectas ou endireitam as curvas, desenham bocarras nos lábios, fazem das orelhas abanos. São implacáveis. Os humoristas são talvez mais comedidos, são queridinhos. Mas, qualquer deles é sempre assaltado pela dúvida: eles próprios também se divertem com o que escrevem, ou desenham, ou acham que são profissionalmente uns chatos? Mas se pensam que se divertem, pelas razões do seu próprio sentido de humor, está bem. Mas, e se o riso do leitor não confere com o seu? Esse é que é o problema. Este é a angústia, o sufoco, o desassossego de todos os humoristas.»
Raul Solnado

DETALHES DO PRODUTO

Cartoons do Ano 2008
ISBN: 978-972-37-1399-2
Edição/reimpressão: 03-2009
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78880
Idioma: Português
Dimensões: 245 x 289 x 13 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 120
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Livros > Arte > Design e Ilustração > Livros em Português > Livros > Banda Desenhada > Humor

sobre os autores

António Jorge Gonçalves nasceu e vive em Lisboa. É um desenhador polifacetado: a sua faceta autoral estende-se pela banda desenhada, o cartoon editorial, o teatro e as suas performances de desenho digital ao vivo.
Na banda desenhada destacam-se a premiada série FILIPE SEEMS (com Nuno Artur Silva) - cujo album "ANA" é apontado como um ponto de viragem na bd nacional - e as inovadoras novelas gráficas "A ARTE SUPREMA" e "REI" (com Rui Zink). Teve histórias expostas e publicadas em Portugal, Austrália, Coreia do Sul, Espanha, França e Itália.
O seu trabalho mais visível é, neste momento, o cartoon político de tom contundente que desenha todas as semanas para O INIMIGO PÚBLICO (jornal PÚBLICO), pelo qual já foi premiado no WORLD PRESS CARTOON.
Criou cenografia para várias peças de teatro, entre as quais O QUE DIZ MOLERO e ARTE (encenações de António Feio), O DONO DO NADA (de Amélia Muge), ou COMO FAZER COISAS COM PALAVRAS (com Ricardo Araújo Pereira).
Nos últimos anos, encontrou no Desenho Digital uma maneira de dar aos seus traços um carácter performativo. Integrou vários espectáculos em Portugal, França, Alemanha, Japão e EUA com músicos, actores e bailarinos, entre os quais, Armando Teixeira, Kalaf, Amélia Bentes, Amélia Muge, Micro Audio Waves, Gino Robair, Gustavo Matamoros, Ellen Fullman, Mário Laginha e Bernardo Sassetti.
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Caricaturista, escultor, pintor e publicitário português, Augusto José Sobral Cid nasceu em 1941 no Faial (Horta), e morreu a 14 de março de 2019, em Lisboa.

No seu percurso escolar passou pelos colégios Infante Sagres e Moderno, em Lisboa, para além dos Estados Unidos da América, onde esteve em 1959 com uma bolsa de estudos, tendo frequentado o curso de Escultura da ESBAL (Escola Superior de Belas Artes de Lisboa).

As suas primeiras caricaturas (ou cartoons) conhecidas foram realizadas no final dos anos 50 do século XX, tendo participado no semanário humorístico A Parada da Paródia.

Durante a comissão militar prestada no leste de Angola entre 1966 e 1967 produziu uma série de caricaturas publicadas na Revista Militar de Luanda que, mais tarde, foram compiladas no livro Que se Passa na Frente?!! (editado pelo autor em fevereiro de 1974), onde Cid denuncia o nonsense que é a guerra.

No final dos anos 60 começou a ser notada a sua colaboração com "A Mosca", célebre suplemento do Diário de Lisboa, tanto ao nível da BD como da Caricatura, em paralelo com o seu trabalho de publicitário, área onde trabalhou durante dezoito anos na sua própria agência.

Depois do 25 de abril de 1974 colaborou em diferentes periódicos, como o República, o Novo Observador, O Século, a revista Vida Mundial, O Jornal Novo, A Tarde, O Dia, O Diabo, o Semanário, O Independente e as revistas Mundial e Focus. Durante 17 anos as suas caricaturas publicadas na capa do semanário O Diabo, dirigido por Vera Lagoa, fizeram as delícias dos seus leitores, sobretudo no período em que o general Ramalho Eanes foi Presidente da República (1976-1986).

No semanário O Independente apresentou uma personagem permanente, o CãoTraste, desde 1990, que o autor definiu como "o verdadeiro animal político" e que passava em revista os principais factos (sobretudo políticos) da semana.

Colaborou ainda com a revista desportiva Mundial, com a TVI (Televisão Independente) fazendo caricaturas diárias para os serviços noticiosos (1991-1993), sem esquecer o jornal Povo Livre e as campanhas do PSD (Partido Social Democrata), partido com o qual se identifica sem contudo deixar de criticar com apreciável independência.

Foi considerado o mais incómodo dos caricaturistas portugueses, tendo tido diversos livros apreendidos, nomeadamente os relacionados com o período após o 25 de novembro de 1975 (O Superman, Eanito el Estático e O Último Tarzan, editados pela Intervenção entre 1979 e 1980) e o caso Camarate (Camarate e Camarate: Como, Porquê e Quem), sem esquecer os processos judiciais que lhe moveram. O autor teve, sem complexos, "alvos de estimação", como sejam o general Ramalho Eanes e Francisco Pinto Balsemão, não se coibindo de fazer um humor com opinião própria, daí a irritação de muitos dos seus visados.

Foi uma das pessoas que mais energicamente quis saber toda a verdade acerca da morte dos ocupantes do avião que, a 4 de dezembro de 1980, se despenhou nos arredores de Lisboa, em Camarate, e que vitimou Francisco Sá Carneiro (primeiro-ministro), Adelino Amaro da Costa (ministro da Defesa) e comitiva.

O seu inconfundível traço fino e nervoso, com coloração a aguarela (influenciado pelo Cartoon inglês) está presente em dezenas de livros, merecendo referência a compilação dos melhores trabalhos que anualmente produziu, juntamente com António, Maia e Vasco, que com ele formaram os quatro magníficos da Caricatura nacional, sob o título de Cartoons do Ano (desde 1999).

Para além dos muitos livros de caricatura política, tem também trabalhos de caricatura publicitária, como os que fez para a Telecel e as seguradoras Lusitânia e Império.

Como escultor tem peças urbanas na avenida Gonçalves Zarco, em Lisboa (1995), no Aeroporto de Macau, na China (1997), na avenida dos EUA, em Lisboa (2001), em Oeiras e na Madeira (2003), para além de diversos troféus que realizou para a Associação do Cavalo Lusitano. Dedicou-se também à Pintura, tendo realizado algumas exposições.

Como caricaturista recebeu, entre outras distinções, o 1.º Prémio de Desenho Humorístico do Salão Nacional de Caricatura (1987), o Grande Prémio do I Salão Livre (1988), o Prémio CPPM - Humor e Património (1989), o Grande Prémio do Salão Nacional de Caricatura (1990), Grande Prémio do Salão Nacional de Caricatura (1994), o Prémio Nacional de Humor de Imprensa (1996) e o Prémio Stuart de Tira Cómica (2005).

Das muitas exposições em que participou, merecem destaque a retrospetiva de todo o seu trabalho (caricatura, escultura e publicidade), no Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa (1990) e "Augusto Cid - O Cavaleiro do Cartoon", no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, de que se editou um importante catálogo (2004).
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