Ao Longe os Barcos de Flores

Ao Longe os Barcos de Flores

Poesia Portuguesa do Século XX

ISBN: 978-972-37-0985-8
Edição/reimpressão: 12-2004
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78118
Coleção: Sons
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SINOPSE

Muitos dos poemas incluídos nos dois CDs que constituem a antologia «Ao Longe os Barcos de Flores» fizeram parte, em vários momentos situados no período que se estende entre 1963 e o presente, de recitais por mim organizados, com a participação de estudantes (alguns deles membros de grupos de teatro universitário) ou de actores profissionais. Desde muito cedo senti que, dita em voz alta, a poesia ganha em intensidade e recorte, porque o som das palavras (que dentro da cabeça ouvimos, mesmo quando fazemos do poema uma leitura silenciosa) transporta sentidos e dá forma às emoções que o poeta criou e não são já «as duas que ele teve», mas somente aquelas que o corpo sonoro da palavra e do verso, ou d! a frase, torna mais verdadeiras e mais concretas. Muitos dos poemas, dezenas, ou centenas, de vezes repetidos em ensaios, ao longo de quatro décadas, saltam espontaneamente da me- mória, como qualquer facto da vida, ao lado de outras lembranças que igualmente emergem desse rio de tempo — ou já do «lago escuro», «silente de juncais», para onde ele se vem movendo? Seja como for, estes versos, em algum caso reouvidos agora na mesma voz (por exemplo, «Os frutos frios por fora», há tantos anos dito pelo Luís Barreto, quando a Luiza o podia ouvir), ou retomados por vozes diferentes, estão fundamente inscritos na minha biografia, ou antes, na minha cabeça e, seja-me permitido, no meu coração. A maior parte, vi-os sair das páginas das suas primeiras edições, alguns li-os ainda dactilografados, outros quase os vi a serem escritos, sabendo que assistia ao surgimento de obras ma! iores da poesia portuguesa, como a passagem do tempo não fez senão confirmar. Ter podido reuni-los e entregá-los em vozes que, numa variedade de tons e de timbres, verdadeiramente os interpretam, procurando redescobrir a sua densidade própria, isto é, a claridade ou a obscuridade de cada um, é uma tarefa que dará, assim o espero, a cada ouvinte destas gravações a mesma alegria experimentada por quem, executando-a, pôde uma vez mais contemplar a evidência da poesia. (Gastão Cruz)
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

"Estamos aqui perante um objecto precioso (...) E como a poesia ganha maior intensidade ao ser lida em voz alta, o atractivo suplementar reside nos dois belíssimos CDs (...) transformando esta obra numa inesquecível viagem pela nossa poesia, para ficar no coração, mas também no ouvido."
Fernando Pinto do Amaral, In Mil Folhas (Público), 02 de Janeiro de 2005

DETALHES DO PRODUTO

Ao Longe os Barcos de Flores
ISBN: 978-972-37-0985-8
Edição/reimpressão: 12-2004
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78118
Coleção: Sons
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 211 x 24 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 144
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Poesia

sobre Gastão Cruz

Poeta e ensaísta português, Gastão Cruz nasceu em 1941, na cidade de Faro, no Algarve, e licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Germânica. Professor do ensino secundário, o autor exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King's College de Londres e dirigiu, nos anos 70 a 90, após a morte de Carlos Ferreira, o grupo de teatro Teatro Hoje/Teatro da Graça que ajudou a fundar. Traduziu vários textos dramáticos, de autores como Strindberg, Shakespeare e Jean Cocteau. Ainda muito jovem, com apenas 19 anos, Gastão Cruz, manifestando já um grande apego pelo texto poético, publica o seu primeiro livro, A Morte Percutiva, no volume coletivo intitulado Poesia 61, que compila textos de uma plêiade de cinco jovens poetas: Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge e Maria Teresa Horta. Autor de uma obra muito diversa, publicou, entre outros, os seguintes títulos: A Morte Percutiva; A poesia Portuguesa Hoje, 1973; Campânula, 1978; Orgão de Luzes; Transe (1960-1990); As Pedras Negras, 1995; Poesia Reunida, 1999; Crateras, 2000 que recebeu o Prémio D. Dinis. Faleceu a 20 de março de 2022.
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