A Relíquia

A Relíquia

Eça de Queirós
avaliação dos leitores (2 comentários)
(2 comentários)
ISBN:978-972-0-04955-1
Edição/reimpressão:09-2016
Editor:Porto Editora
Código:04955
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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para a Formação de Adultos como sugestão de leitura.

Romance saído em folhetins na Gazeta de Notícias, cuja epígrafe se tornou célebre - "Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia" - por sintetizar a aliança entre realismo e imaginação, naturalismo e fantástico, patente na obra.

Da intriga central - a viagem de Teodorico à Terra Santa, de onde traz, não a relíquia que prometera à tia beata, mas sim, por lapso, a camisa de dormir de uma amante - sobressai o sonho ou a viagem no tempo do protagonista, que, acompanhado pelo seu erudito amigo, Dr. Topsius, assiste à pregação, julgamento e morte de Jesus.

A obra, que exalta a figura humana de Cristo, como paradigma de amor e de bondade, foi considerada herética pelos setores mais conservadores, por questionar a divindade de Cristo.

História da Literatura Portuguesa (CD-Rom), Porto Editora Multimédia
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

O melhor de Eça
Carmo Santos |2017-11-16
A Relíquia foi escrito numa fase em que Eça já estava a afastar-se do realismo e a entrar num período mais fantasista. Teodorico Raposão é um debochado mulherengo que usa a beatice com o único intuito de esmifrar a fortuna à Titi: a severa titi, a esverdeada titi, a fria, sovina, castradora, pudica titi, que não morre nem abre os cordões à bolsa verde; invólucro cobiçado e permissório de todas as ambições de Teodorico. Tarefa árdua, para mais Teodorico tem um rival de peso: Jesus Cristo. Perante a concorrência, Teodorico parte para Jerusalém numa viagem de peregrinação. De lá irá trazer à titi a mais sagrada de todas as relíquias, irá amaciar a velha, deitar mão à fortuna e viver em plenitude a devassidão apetecida. Se na primeira parte impera o humor e a caricatura, após a viajem e chegada a Jerusalém, a narrativa entra num plano fantasioso: um sonho, um regresso ao passado e Teodorico vê-se a acompanhar o julgamento, a condenação, o calvário e a crucificação de Jesus Cristo. Aqui a leitura quer-se lenta; a habilidade descritiva transporta-nos para a cidade, para as praças, para os templos, desperta os sentidos; envolve-nos em cores e aromas, entramos nos ritos quotidianos e na vivência da história que fundou o cristianismo. O regresso a casa, à saudosa Lisboa pauta-se por uma sucessão de situações caricatas e culmina com o suprassumo da ironia. De todas as obras que li do Eça, foi nesta que encontrei a crítica mais evidente e parodiada ao catolicismo exacerbado e à hipocrisia social. Apesar dessa paródia, esta é uma obra madura e filosófica que reafirma Eça como grande pensador e grande escritor. Homem de vasta cultura, dono de um vocabulário admirável do qual tirava partido como poucos. É bem possível que Eça tenha sido vilipendiado pela Igreja, quer pela ridicularização de algumas práticas (pouco) católicas envoltas em cinismo e oportunismo, quer pelo modo como desmistificou a divindade de Cristo e lançou dúvidas perante os princípios fundadores das crenças religiosas. "o descarado heroísmo de afirmar, que batendo na Terra com pé forte, ou palidamente elevando os olhos ao Céu - cria, através da universal ilusão, ciências e religiões." Termina assim, com esta pertinente e reflexiva afirmação. E todos sabemos como a história da humanidade a pode autenticar.
Pano de leitura
Ricardo Jorge Diogo Ferreira Correia |2012-12-15
Um bom livro, bem desenhado e fiel ao original que acompanha o plano de estudos actual.

DETALHES DO PRODUTO

A Relíquia
de Eça de Queirós
ISBN:978-972-0-04955-1
Edição/reimpressão:09-2016
Editor:Porto Editora
Código:04955
Idioma:Português
Dimensões:128 x 198 x 19 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:288
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance > Plano Nacional de Leitura > Formação de Adultos > Sugestões de Leitura > Apoio Escolar > 11.º Ano > Leituras Orientadas

sobre Eça de Queirós

Eça de Queirós
José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845 numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro administrativo da cidade; foi batizado na Igreja Matriz de Vila do Conde . Filho de José Maria Teixeira de Queirós e Carolina Augusta Pereira d'Eça, Com 16 anos foi para Coimbra estudar Direito, tendo aí sido amigo de Antero de Quental. Seus primeiros trabalhos, publicados como um folhetão na revista "Gazeta de Portugal", apareceram como coleção, publicada depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras. Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou ao Egito e visitou o canal do Suez que estava sendo construído, o que inspirou diversos de seus trabalhos, o mais notável dos quais o Mistério da Estrada de Sintra, de 1870, e A Relíquia, apenas publicado em 1887. Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino. Quando foi despachado mais tarde para Leiria para trabalhar como um administrador municipal, escreveu sua primeira novela realista da vida portuguesa, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875. Aparentemente, Eça de Queirós passou os anos mais produtivos de sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, A Capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris respetivamente. Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara ambientada no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz. Morreu em 1900 em Paris. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente 20 línguas. Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.
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