Para assinalar 30 anos de carreira literária, Luís Quintais oferece-nos A Destruição do Tempo, uma antologia essencial da sua poesia, que o próprio selecionou e organizou. Esta edição celebra uma das vozes mais relevantes da poesia portuguesa contemporânea, oferecendo uma porta de entrada — ou de regresso — à obra singular deste poeta.
Sobre esta poesia diz-nos a poeta e tradutora Tatiana Faia, que assina o posfácio: «O grau zero da poesia de Luís Quintais é a consciência desta contradição [o respeito entre oponentes na Ilíada] e das suas possibilidades, de que os poemas são tantas vezes cartografias. É por isso que ele é um poeta do assombro e do chiaroscuro, e também por isso difícil de ler. Uma visão sem concessões, mas também sem preconceitos; daí talvez se afirmar na nota de abertura que se entende a poesia como um sentido flutuante, coisa dependente, nas imagens dos rios aí evocadas, de um fluir.»
A Destruição do Tempo já está disponível em pré-venda e chega às livrarias no dia 16 de outubro, com edição da Assírio & Alvim, chancela do Grupo Porto Editora.
SOBRE O AUTOR
Luís Quintais nasceu em 1968 em Angola. Antropólogo, poeta e ensaísta, leciona no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra. Como antropólogo tem publicado ensaios em diversas revistas da especialidade sobre as implicações sociais e culturais do conhecimento biomédico, em particular sobre a psiquiatria e seus contextos. Desenvolve atualmente investigação sobre as interações entre biotecnologias, arte e cognição. Como poeta, publicou A Imprecisa Melancolia (1995), Lamento (1999), Umbria (1999), Verso Antigo (2001), Angst (2002), e Duelo (2004), obra a que foram atribuídos o Prémio Pen Clube de Poesia e o Prémio Luís Miguel Nava - Poesia 2005. A coletânea de poesia completa Arrancar Penas a Um Canto de Cisne venceu o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE/C.M. de Amarante 2015-2016.