2020-04-15

Morreu Rubem Fonseca, um dos mais relevantes escritores brasileiros

O autor faleceu hoje, a menos de um mês de completar 95 anos

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É com profundo pesar que o Grupo Porto Editora confirma o falecimento de Rubem Fonseca, um dos mais importantes escritores brasileiros e que é publicado em Portugal pela chancela Sextante Editora.

O autor faleceu vítima de um enfarte cardíaco, a menos de um mês de celebrar o 95º aniversário.

Distinguido com o Prémio Camões em 2003, vencedor do Prémio Casino da Póvoa Correntes D’Escritas em 2012 pela obra Bufo e Spallanzani (Sextante Editora), Rubem Fonseca é autor de uma vastíssima obra e considerado uma das mais eloquentes vozes da literatura brasileira e de todo o universo da língua portuguesa.


«José Rubem, querido amigo, maravilhoso e genial cultor da língua portuguesa, choram-no milhares de leitores portugueses, que todos os anos esperavam ansiosos pelo seu novo livro. Palavras precisas e sóbrias narram histórias duras, impiedosas para os falsos e os corruptos, onde a morte era sempre derrotada pela ironia e pela cultura. E, de surpresa, num recanto da página, discreta, uma referência à sua origem portuguesa que tanto prezava: um livro, uma comida, um vinho, uma paisagem. Momento sublime: nas Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, em 2012, agradecendo o prémio atribuído ao seu romance Buffo & Spallanzani, diz, de cor, um soneto de Camões. Francisco José Viegas ofereceu-nos um dia o slogan perfeito: É Rubem, é bom! Já estamos cheios de saudades!»
João Duarte Rodrigues, editor da Sextante Editora


SOBRE RUBEM FONSECA

Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, em Minas Gerais, no Brasil, a 11 de maio de 1925. Formado em Direito, começou a escrever aos 17 anos, mas chegou a exercer funções como comissário de polícia nos anos 50. É um dos mais prestigiados escritores brasileiros contemporâneos e um dos expoentes máximos da literatura de língua portuguesa. Traduzido em todo o mundo, foi galardoado com seis prémios Jabuti e, pelo conjunto da sua obra, com o Prémio Camões em 2003. Em 2015, recebeu o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL).

É autor de uma vasta obra narrativa, contista e romancista que tem vindo a ser publicada em Portugal, desde 2010, pela Sextante Editora. A Cólera do Cão (1963), O Caso Morel (1973), Feliz Ano Novo (1976), O Cobrador (1979) e Carne Crua - uma coleção de 26 contos inéditos lançada em Portugal há precisamente um ano - são alguns dos seus títulos incontornáveis. A este que viria a ser o seu derradeiro título, no catálogo da Sextante Editora juntam-se O Selvagem da Ópera, Calibre 22, Axilas e Outras Histórias Indecorosas, Histórias Curtas, Amálgama, Buffo & Spallanzani, A Grande Arte, José e Agosto, obra que inspirou uma célebre série da Rede Globo.

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