2021-12-13

Ebook Diários de Salazar disponível na Torre do Tombo

Porto Editora disponibiliza licenças de acesso ao ebook fruto da parceria com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. 

Partilhar:

A partir de hoje, a Porto Editora disponibiliza três licenças de acesso gratuito ao ebook Diários de Salazar, aos utilizadores da sala de leitura da Torre do Tombo.

O anúncio foi feito na passada sexta-feira (10 de dezembro) no Auditório do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, no lançamento da obra que tornou os originais, escritos com caligrafia impercetível, em documentos legíveis, facilitando a consulta e o estudo do registo diário da vida de António Oliveira Salazar entre 1933 e 1968.

Fruto do trabalho de interpretação e transcrição realizado, durante uma década, pela arquivista Madalena Garcia — responsável pela inventariação do Arquivo de Salazar — e do investimento editorial e tecnológico da Porto Editora durante mais de um ano, este conteúdo de incontestável relevância histórica está reunido num ebook, numa edição em parceria com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).

Na apresentação da obra, a autora e arquivista considerou que "o interesse por esta fonte documental não se pode restringir ao meio académico da historiografia contemporânea, mas abrange um público mais vasto, onde se incluem investigadores de outras áreas e todos aqueles, público em geral, que procuram compreender o universo da política portuguesa do século XX". Já o historiador e jurista António Araújo disse que "só agora é que temos uma das fontes mais importantes do estudo do salazarismo".

 

 

No início da cerimónia de lançamento, Vasco Teixeira, administrador da Porto Editora, afirmou que "esta publicação é um dos mais importantes acontecimentos editoriais do ano". Silvestre Lacerda, diretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, vê o trabalho de transcrição de Madalena Garcia como "minucioso e miudinho, que nos permite encontrar informação à distância de um clique".

Na Torre do Tombo, incluídos no designado Arquivo de Salazar, estão 72 livros ordenados cronologicamente, que conservam e consignam informação sobre a vida de António Oliveira Salazar, desde o dia 1 de janeiro de 1933 até ao dia 6 de setembro de 1968. Apesar de estarem disponíveis online, as mais de 6500 páginas manuscritas digitalizadas são de muito difícil consulta e estudo, em virtude da caligrafia de António Oliveira Salazar.

Todas as entradas e apontamentos escritos por António Oliveira Salazar (e a sua secretária) ao longo de 13 mil dias estão, enfim, devidamente legíveis, de fácil consulta e pesquisa. A importância desta edição é ainda sublinhada pelo facto de incluir um índice onomástico com mais de 4600 entradas e mais de 1336 notas explicativas, essencialmente biográficas.

SOBRE O EBOOK

• Reúne os 72 cadernos manuscritos e designados por António Oliveira Salazar como «Diários»;
• Disponibiliza informação de 1 de janeiro de 1933 a 6 de setembro de 1968 – sensivelmente 13 mil dias;
• Mais de 6500 páginas de texto transcritas;
• Mais de 1 670 000 palavras transcritas;
• Mais de 4600 entradas no índice onomástico;
• Mais de 1300 notas biográficas;
• Mais de 60 mil referências a datas;
• Mais de 1 580 000 linhas de código necessárias à criação do ebook (para referência, Os Maias têm cerca de 8 000 linhas de código).

SOBRE MADALENA GARCIA

Maria Madalena Arruda de Moura Machado Garcia nasceu em 1948, na ilha de São Miguel, Açores. É uma arquivista licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e pós-graduada com o Curso de Bibliotecário-Arquivista pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Foi Diretora de Serviços de Arquivística no Instituto Português de Arquivos (1988-1992), responsável pelo Projeto da UNESCO e do Conselho Internacional de Arquivos do Guia de Fontes para a História das Nações (1988-1992) (1996-1998) e Subdiretora do Instituto dos Arquivos Nacionais /Torre do Tombo (1998-2001). Integrou a Comissão para Reforma e Reestruturação do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (1987-1989) e a Comissão encarregada da elaboração da Lei de Bases do Património Cultural Português.
Em junho de 1993 foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.