2026-07-08

As protagonistas mais caóticas do momento

Não diríamos que são exemplos a seguir. Mas são, sem dúvida, exemplos de como tornar uma história impossível de largar

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Se procura heroínas equilibradas, racionais e sempre donas da situação, está no sítio errado. Estas mulheres mentem, escondem segredos, entram em pânico, tomam decisões impulsivas e complicam a própria vida de formas criativas. O resultado? Quatro romances cheios de humor, coração e situações tão absurdas que parecem perigosamente próximas da realidade. 

 

 

Uma mentira inocente raramente fica por aí. Em MotherfakerAnna Brook-Mitchell apresenta-nos Barri Brown, uma professora exausta da rotina, das expectativas dos outros e de uma vida que parece ter ficado suspensa após o desaparecimento do marido, juntamente com as poupanças do casal. O que começa como uma pequena fraude transforma-se rapidamente numa gravidez falsa e difícil de sustentar. Com muito humor e uma boa dose de caos, a autora acompanha uma protagonista que tenta manter viva uma mentira cada vez maior, numa história sobre identidade, maternidade e a liberdade de escolher o próprio caminho. 

 

 

 

Uma casa perfeita, uma família perfeita e uma vida perfeita. O único inconveniente? O cadáver escondido na sala. Em Há um cadáver na minha salaM. K. Oliver apresenta-nos Lalla, uma protagonista tão manipuladora quanto irresistível, determinada a manter as aparências, custe o que custar. À medida que os segredos se acumulam e as mentiras se tornam mais difíceis de sustentar, a autora mistura thriller e comédia negra com um talento raro, criando uma história que prova que salvar um casamento pode ser mais complicado do que encobrir um homicídio. 

 

 

 

Há quem faça listas para organizar o trabalho. Phoebe Berman faz listas para organizar a vida inteira. Prestes a completar 30 anos, tem o emprego com que sempre sonhou, amigos que a adoram e uma coleção invejável de romances para ler. Mas continua obcecada com um detalhe que insiste em não ignorar: ainda é virgem. Quando encontra uma carta escrita pelo seu «eu» adolescente, embarca numa missão tão hilariante quanto caótica para resolver aquilo que considera ser o único problema. Em Phoebe Berman não pode esperarBrooke Averick combina humor afiado, vulnerabilidade e encontros memoravelmente desastrosos numa comédia romântica tocante. 

 

 

 

Recomeçar nunca é simples. Fazê-lo aos 50 anos, depois de um divórcio e com o filho prestes a sair de casa, torna tudo ainda mais desafiante. É precisamente nesse ponto que Frankie se encontra. Aplicações de encontros, candidatos duvidosos e uma liberdade há muito esquecida passam a fazer parte do seu quotidiano. Em Divorciada (mas não morta!)Harper Ford oferece uma história divertida e sem filtros sobre recomeços, amizade feminina e a coragem de voltar a arriscar. Porque a vida não termina depois de um divórcio. Em muitos casos, é aí que começa. 

 

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