Cláudia Gomes, responsável pela edição dos livros, explicou que «acima de tudo é um desafio para a Editora e para os autores» e que gostava que esta aposta «contribuísse para trazer mais adeptos a este género de literatura que, ao contrário do que acontece noutros países, parece estar um pouco esquecido nas opções dos nossos leitores». Pedro Sena-Lino concordou e explicou que os contos têm «as dimensões ideais» para os dias de hoje: «são a dieta ideal para o equivalente a um dia de leitura. Todos estaríamos bem melhor se lêssemos um conto por dia».
Sobre os autores convidados, Sena-Lino considera que representam «três gerações de ficcionistas» e que demonstram «a vitalidade da ficção portuguesa». E concretiza: «a geração de Hélia Correia, onde ainda ecos do modernismo se defrontam, revelada no início dos anos 80; a de Rui Zink, na geração de ficcionistas revelada em 90, onde o confronto entre romance psicológico ou realista já se tinha esbatido; e a geração mais recente, com Gonçalo M. Tavares ou João Tordo».
Sobre a abordagem de temas diferentes do habitual, o organizador referiu que, ao levar a cabo estas «experiências de criação coletiva», se está a suprir «uma ausência grave de trabalho de grupo na literatura portuguesa».
Cláudia Gomes explicou que contribuiu para a escolha do tema o facto de ser «diferente» e ainda de constituir um «desafio». No entanto, realça que tanto Pedro Sena-Lino como a equipa editorial que lidera «já andavam a seguir este fenómeno nos meios internacionais e tudo apontava para que a apetência por estes seres viesse a crescer».
Sinopse:
Por favor não me leia o pescoço. Lembra-se do filme? Agora tem um livro: nove terríveis contos de vampiros, originais e assinados por autores portugueses contemporâneos, diretamente para os seus maiores receios de leitor!
A partir do momento em que iniciar a leitura, a responsabilidade é inteiramente sua.