A presidente do Património Nacional de Espanha, Llanos Castellanos, elogiou a obra de Ana Luísa Amaral pela sua «mensagem de abertura, respeito, tolerância e reivindicação, também em chave anglo-saxónica, que conseguiu unir às letras portuguesas o valor do pequeno e do quotidiano. Fá-lo quase como uma revelação e uma vivência metafísica, sempre a partir de uma experiência de ética, de compromisso com os direitos e liberdades e, sobretudo, para que a voz das mulheres seja ouvida». A porta-voz da organização definiu a poeta como «uma mulher extraordinária, que fez da sua poesia um lema: toda a grande poesia é ética». Ricardo Rivero, reitor da Universidade de Salamanca, reitera as qualidades da premiada, dizendo que «representa e personifica alguns dos melhores valores ibéricos e ibero-americanos, e da Universidade de Salamanca: a defesa da liberdade, a dignidade da pessoa, a equidade de género».
O prémio, no valor pecuniário de 42.100 mil euros, abarca ainda uma edição de uma antologia poética da autora, com organização e notas a cargo de um destacado docente de Literatura da Universidade de Salamanca, publicação à qual se seguirão umas jornadas académicas sobre o trabalho de Ana Luísa Amaral.
Parabéns, Ana Luísa Amaral!