A extraordinária alegria, o orgulho e o reconhecimento de políticos, escritores portugueses e estrangeiros animaram com as suas palavras esta grande celebração da literatura portuguesa.

Reações

Declarações recolhidas por publicações portuguesas e estrangeiras aquando do anúncio do Prémio Nobel de Literatura de 1998.
  • Mia Couto
    Mia Couto
    «É um prémio para toda a literatura portuguesa. Estou muito contente que o prémio tenha sido atribuído a um amigo de Moçambique, país que várias vezes visitou e noutras ocasiões combateu pela divulgação da literatura moçambicana.»
  • Lídia Jorge
    Lídia Jorge:
    «É uma extraordinária alegria. Ganha uma obra profunda, grande, de uma amplitude não só portuguesa mas também universal. Escritores que aqui estavam [em Frankfurt] abraçaram-se todos como se fosse uma alegria que cabe a cada um. Ao ganhar Saramago, ganha a literatura portuguesa.»
  • Zélia Gattai
    Zélia Gattai:
    «O Prémio Nobel foi atribuído a um dos mais expressivos escritores contemporâneos. A notícia causou-nos grande satisfação, pois José Saramago é um dos escritores que mais o merecem. O Nobel faz finalmente justiça à língua portuguesa. Ficamos duplamente felizes porque foi concedido a um grande e querido amigo.»
  • Raquel de Queiroz
    Raquel de Queiroz:
    «Sinto-me também premiada com a atribuição do Prémio Nobel de Literatura ao português José Saramago. É um grande escritor da nossa língua, que admiro profundamente.»
  • Eduardo Galeano
    Eduardo Galeano:
    «Se deram o Nobel a Saramago, talvez seja um sinal de que o mundo não está tão parado. É uma das poucas provas de que a justiça existe.»
  • Mário Soares
    Mário Soares:
    «Até que enfim! Até que enfim temos um Nobel para literatura de expressão portuguesa! Foi um ato de justiça, porque a nossa literatura tem uma grande qualidade.»
  • Jorge Amado
    Jorge Amado:
    «O Prémio Nobel foi atribuído a um dos mais expressivos escritores contemporâneos. A notícia causou-nos grande satisfação, pois José Saramago é um dos escritores que mais o merecem. O Nobel faz finalmente justiça à língua portuguesa. Ficamos duplamente felizes porque foi concedido a um grande e querido amigo.»
  • Mário Vargas Llosa
    Mário Vargas Llosa:
    «Muito justa. Era um borrão na história do Prémio Nobel que uma literatura que deu poetas, novelistas e ensaístas tão extraordinários não tivesse recebido até agora este galardão.»
  • António Guterres
    António Guterres:
    «Quero felicitar vivamente José Saramago e com ele todos os escritores portugueses. Já há muito tempo que a literatura portuguesa merecia esta distinção, que é para nós um motivo de profundo orgulho. É um testemunho de reconhecimento internacional do papel que Portugal tem na construção do mundo moderno. Um papel em que a literatura portuguesa sempre se afirmou, com uma enorme pujança.»
  • António Mega Ferreira
    António Mega Ferreira:
    «É uma enorme alegria, um grande entusiasmo. É uma grande consagração da literatura e da língua portuguesa, sem dúvida. Mas convém não esquecer que este prémio é sobretudo de José Saramago. Estamos todos alegres, todos felizes, é todo um povo que se orgulha e fica satisfeito, mas é um prémio de José Saramago. É um prémio dado à qualidade literária de um grande, grande escritor. Ainda por cima, uma pessoa que, em si mesma, é incómoda em algumas das suas atitudes – o que, do meu ponto de vista, torna o prémio ainda mais interessante.»
  • Carlos Fuentes
    Carlos Fuentes:
    «A qualidade de Saramago é indiscutível e o prémio, um ato de justiça.»

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