Segurança na água: os cuidados essenciais para proteger as crianças neste verão
Com a chegada do verão, é essencial sensibilizar crianças e jovens para os cuidados na água, ajudando-os a divertirem-se em segurança e a prevenir riscos muitas vezes invisíveis.
Porto Editora | 22-07-2025Com os dias quentes, chegam os passeios na praia, tardes na piscina ou aventuras em rios e lagoas. Para as crianças e jovens, a água é sinónimo de diversão — mas também de riscos que muitas vezes subestimamos. Sabia que a maioria dos acidentes acontece em ambientes familiares e em momentos de distração?
Reunimos dicas simples e práticas, adaptadas a cada faixa etária, para que possa ajudar o seu filho a aproveitar o verão em segurança — quer esteja consigo ou apenas com amigos. Aproveite este artigo e crie um momento de partilha e sensibilização com o seu filho.
Até aos 6 anos
Sempre com um adulto por perto — e atento!
- Nesta idade, as crianças nunca devem estar sozinhas na água, nem por um segundo.
- A regra de ouro é manter-se à distância de um braço — na piscina, no mar, no rio… até na banheira!
- Evite distrações como telemóveis ou conversas prolongadas — a vigilância deve ser ativa.
Ambientes seguros fazem a diferença
- Evite zonas com corrente, ondas ou pedras. Prefira áreas vigiadas e com pouca profundidade.
- Se tiver piscina em casa, utilize barreiras físicas e esvazie piscinas insufláveis após o uso.
- Retire brinquedos da água — pode ser um motivo para que a criança regresse à piscina em busca do brinquedo.
Dos 6 aos 12 anos
Mais autonomia, mas sempre com vigilância
- Inscreva os seus filhos em aulas de natação — uma das melhores formas de prevenção!
- Mesmo sabendo nadar, mantenha a supervisão. Adapte a distância consoante a confiança e habilidade da criança.
Regras simples que salvam vidas
- Nunca mergulhar de cabeça em locais desconhecidos.
- Usar coletes flutuantes, em vez de boias ou braçadeiras (que são menos eficazes).
- Nunca nadar sozinho: ensine o sistema do “amigo da água” — ir sempre acompanhado.
Na praia ou no rio…
- Prefira zonas balizadas e com vigilância.
- Ajude a criança a identificar um ponto de referência (ex: posto de nadador-salvador).
- Evitem brincar de costas para o mar — uma onda pode sempre surpreender.
Dos 12 aos 17 anos
Confiança não é tudo — consciência é essencial
- Nesta idade, muitos jovens começam a ir à praia ou piscina sem adultos. É importante conversar abertamente sobre riscos e responsabilidade.
- Nunca mergulhar sem verificar a profundidade e o fundo — podem existir pedras ou outro objeto que possam magoar.
- Evitar zonas isoladas, não vigiadas ou com corrente forte.
- Usar colete em atividades como paddle, caiaque, ou boias em mar aberto.
- Não consumir álcool ou substâncias quando forem nadar.
- Ter sempre alguém por perto e nunca ir nadar sozinho.
Preparação é prevenção
- Incentive a aprendizagem de primeiros socorros e técnicas básicas de salvamento. As férias são a altura ideal para dedicar a este momento.
- Combine com o seu filho pontos de encontro e regras básicas para saídas em grupo.
- Tenha os contactos dos amigos do seu filho, para o caso de ele não estar contactável.
- Reforce a importância de pedir ajuda aos nadadores-salvadores sempre que tiverem dúvidas.
Para todas as idades
- Aulas de natação são um investimento em segurança e autoconfiança.
- Supervisão salva-vidas — e não pode ser substituída por braçadeiras ou boias.
- Adaptar os cuidados ao ambiente: mar, piscina, rio ou banheira têm riscos diferentes.
- Ter um plano de emergência: saber pedir ajuda, chamar o 112 e, idealmente, aplicar manobras básicas de socorro.
- Não deixem os filhos saltar de pedra em pedra, sobretudo em zonas húmidas ou com algas, pois o risco de escorregar ou sofrer lesões graves é real e frequente.
Com vigilância, preparação e algumas regras simples, é possível garantir um verão mais tranquilo e feliz, para si e para os seus filhos, seja qual for a idade.