2020-01-06

«violência doméstica» eleita pelos portugueses PALAVRA DO ANO® 2019

A palavra «sustentabilidade» ficou apenas a 0,1% de distância. Anúncio feito esta manhã pela Porto Editora, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures.

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Foi um dos factos mais marcantes do ano de 2019 e os portugueses fizeram questão de o sublinhar. Com 27,7 % dos mais de 20 000 votos únicos registados no site www.palavradoano.pt, «violência doméstica» foi escolhida pelos portugueses como PALAVRA DO ANO® 2019, por certo em consequência dos inúmeros casos que foram sendo conhecidos ao longo do ano e que, infelizmente, resultaram em vítimas mortais – de acordo com notícias recentes, foram 35 mulheres, homens e crianças assassinadas em Portugal no contexto de violência doméstica só em 2019.



Em segundo lugar e apenas a 0,1% de distância ficou a palavra «sustentabilidade», a qual liderou a votação desde o início até praticamente o final da votação. Ainda assim, ficou notória a crescente preocupação que o tema da sustentabilidade desperta na sociedade portuguesa perante as sérias ameaças que pendem sobre a vida coletiva em consequência das alterações climáticas.

Outro tema que não passou ao lado dos portugueses é o problema da difusão de informações falsas através das redes sociais: «desinformação» foi a terceira palavra mais votada, registando 13,8% dos votos.

A votação ficou assim ordenada:
violência doméstica — 27,7%
sustentabilidade — 27,6%
desinformação — 13,8%
jerricã — 7,5%
nepotismo — 5,7%
seca — 4,3%
trotinete — 4,2%
lítio — 4,2%
influenciador — 4,0%
multipartidarismo — 1,0%

Assim, «violência doméstica» sucede a «enfermeiro» como PALAVRA DO ANO®, numa iniciativa promovida pela Porto Editora que tem como objetivo sublinhar o poder das palavras, refletindo o quotidiano da nossa sociedade em cada ano: os factos, os hábitos, os acontecimentos, as tendências e as preocupações coletivas.

A lista completa das palavras escolhidas ao longo dos anos é composta por «esmiuçar» (2009), «vuvuzela» (2010), «austeridade» (2011), «entroikado» (2012), «bombeiro» (2013), «corrupção» (2014), «refugiado» (2015), «geringonça» (2016), «incêndios» (2017), «enfermeiro» (2018) e «violência doméstica» (2019).

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