2020-09-16

Tropel, o grande regresso de Manuel Jorge Marmelo

Novo romance marca entrada do autor no catálogo da Porto Editora

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No próximo dia 24 de setembro, a Porto Editora faz chegar às livrarias Tropel, de Manuel Jorge Marmelo, livro que marca a entrada do autor no catálogo da editora.


Atanas Viktor, personagem central desta incursão a um tempo de ódio, é filho de Hirónimo Viktor, o melhor caçador da comuna de Székely, tal como o seu pai e o seu avô já haviam sido. Acompanhados pelos seus camaradas do Clube de Caçadores, os Viktor patrulham as florestas da sua pátria. O jovem Atanas carrega a antiquada carabina Mosin-Nagant do único mestre de caça que conheceu e segue as pegadas de seu pai, predador que não conhece o medo.

Não procuram as espécies cinegéticas comuns: veados, gamos, cabritos-monteses ou javalis. Procuram a espécie mais desejada e mais indefesa: os estrangeiros, refugiados que ousam atravessar o território. "Delinquentes, sodomitas, traficantes de droga, ladrões de supermercado, ladrões de galinhas e potenciais terroristas", os otomanos são a praga invasora que põe em perigo os valores espirituais, morais e a soberania da grande nação.

Os caçadores e a sua ratoeira na grande vedação que protege o país são a última barreira e o garante da integridade de Székely. Quando eles me vieram buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar, escreveu o pastor Martin Niemöller, em palavras que também são recordadas por Manuel Jorge Marmelo na abertura deste Tropel e que recordam o leitor das consequências da indiferença perante as narrativas do poder e da autoridade.

Um romance cru, bruto e um retrato possível de um tempo e espaço e das negras tensões que se propagam como um vírus e se estendem desde o cérebro político da União Europeia aos campos de acolhimento de Moria, na ilha de Lesbos. Um regresso poderoso de um grande ficcionista, vencedor, em 2014, do Prémio Casino da Póvoa/Correntes d’Escritas com Uma Mentira Mil Vezes Repetida.

SOBRE O LIVRO

Fica o leitor advertido de que esta ficção é completamente alheia à realidade. Tudo nela é falso, desconcertante, fictício e quase nada verídico. A viagem que aqui se empreende ao âmago da pungente metáfora que anima o Clube dos Caçadores de Székely é, todavia, inspirada em factos absolutamente reais.
Atanas Viktor, o desamparado adolescente herdeiro de uma longa linhagem de caçadores impiedosos, é a personagem central desta incursão a um tempo de ódio e de uma história apartada do mundo, marginal e contada a partir de um lugar ermo, espantoso e medonho que só existe na literatura — mas cada vez mais próximo da soleira da nossa porta.

CRÍTICAS

"Manuel Jorge Marmelo é um mestre de contar histórias e tem-nos oferecido alguns dos melhores romances portugueses recentes. A ficção de hoje deve-lhe muito."
Valter Hugo Mãe

"Manuel Jorge Marmelo escreve sobre personagens que se perdem ou desaparecem na poeira do mundo."
José Mário Silva, suplemento Atual do Expresso

"Mestre do engano, artífice da ficção, encantador de leitores."
Pedro Miguel Silva, Deus Me Livro

SOBRE O AUTOR

Nasceu em 1971, na cidade do Porto.
Estreou-se na literatura em 1996 e publicou, de então para cá, em Portugal e não só, romances, crónicas, contos e livros infantis, destacando-se os romances Uma Mentira Mil Vezes Repetida, editado em 2011, que conquistou o prestigiado Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d'Escritas 2014; Macaco Infinito, de 2016; Somos Todos Um Bocado Ciganos, de 2012; e o livro O Silêncio de um Homem Só, distinguido em 2005 com o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco. O romance O Tempo Morto É Um Bom Lugar, de 2014, foi um dos três finalistas do Livro do Ano da Time Out Lisboa.


 

 

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