João Habitualmente - Um dia tudo será meu

Um dia tudo isto será meu

A antologia de João Habitualmente na coleção elogio da sombra

Das noites com autores e diseurs na cave do Pinguim às Quintas de Leitura no Rivoli, há quase um quarto de século que o nome João Habitualmente é um sinonimo de poesia na cena cultural da cidade do Porto. Autor prolífico, com grande parte da obra poética completamente esgotada e indisponível ao grande público, Um dia tudo isto será meu, uma cuidada antologia publicada na Porto Editora, na coleção elogio da sombra, chega agora às livrarias para colmatar essa falha.

Há na poesia de João Habitualmente uma impressão de ironizar tudo em favor de certa nostalgia, afirma o coordenador da coleção, Valter Hugo Mãe. Numa contida desgraça que tende para um efeito cómico, muitas vezes numa atitude de desfaçatez em relação ao que o rodeia, protesta, insulta e ama brilhantemente. (…) Fere os poemas na sua rama mais lírica, por vezes meio romântica, a prometer desfechos bem comportados que nem sempre se consumam.

Um dia tudo isto será meu, a nova morada da poesia de João Habitualmente, foi organizado e também prefaciado por Isaque Ferreira, um dos mais marcantes leitores de poesia e voz oficiosa deste poeta, pseudónimo de Luís Fernandes, psicólogo, professor universitário e uma das figuras fundadoras da área de estudos em comportamentos desviantes no nosso país.

A Sala de Leitura da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, receberá a apresentação de Um dia tudo isto será meu no dia 17 de outubro, quinta-feira, pelas 18:45. As leituras estarão a cargo dos diseurs Isaque Ferreira e Rui Spranger.

Adolfo Luxúria - No rasto dos duendes eléctricos

Quarenta anos de poesia de Adolfo Luxúria Canibal reunidos em livro

No rasto dos duendes eléctricos

No dia 19 de setembro chega às livrarias o oitavo volume de elogio da sombra, a coleção de poesia coordenada por Valter Hugo Mãe. No rasto dos duendes eléctrios (Poesia 1978 – 2018) é o título desta antologia poética de Adolfo Luxúria Canibal, fundador e carismático vocalista da banda rock Mão Morta.

Não é possível a cultura portuguesa recente passar ao lado da poesia que aqui se reúne, escreve o coordenador da coleção no texto que acompanha esta obra. Entre amores abissais e políticas grotescas, alucinações de teor mais ou menos farmacêutico ou cidades cheias de passado, a poética de Adolfo Luxúria Canibal é a contemporaneidade completa, uma avidez, com seu modo próprio de se assumir e denunciar ao mesmo tempo. Sem culpa. Apenas força.

Os 40 anos de poesia e rastilho de contracultura reunidos em No rasto dos duendes eléctricos são ainda enquadrados num capítulo intitulado A inocência é ilegítima, que transcreve uma conversa entre Valter Hugo Mãe e Adolfo Luxúria Canibal.

As primeiras apresentações deste livro estão marcadas para o dia 21 de setembro, a partir das 21:00, na Livraria 100.ª Página, em Braga; e para Coimbra, no dia 5 de outubro, no foyer do Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), às 17:00, e enquadrada no programa da Festa da Praça da República.

Além do texto de Valter Hugo Mãe, Poesia conta também com uma entrevista de Victor Ferreira Rocha e de vários fotogramas do seu filme.

Fernando Lemos - Poesia

Poesia, de Fernando Lemos, em exposição no MUDE

Apresentação de obra poética do artista acontece no dia 15 de junho, às 17:00, com vários convidados especiais.

No dia 19 de junho chega às livrarias um novo volume da elogio da sombra, publicada pela Porto Editora, com coordenação de Valter Hugo Mãe. Poesia, do luso-brasileiro Fernando Lemos, é o sexto título desta coleção de poesia. Além de recolher a obra poética do autor, conta ainda com uma secção de poemas inéditos e dispersos, intitulada 500 anos de segredos. A apresentação pública está marcada para dia 15 de junho, às 17:00, no Torreão Poente do MUDE – Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo, em Lisboa.

A arte de Fernando Lemos é uma ansiedade intensa pelo exercício da Liberdade(...) um dos exemplos esplendorosos da estetização de algo que começa por ser uma estratégia psiquiátrica e se faz arte, corrente artística e de implicações ideológicas ou filosóficas, escreve Valter Hugo Mãe no texto que acompanha a obra. Provocador, frontal, imprevisível, visual e sempre atual: agora com 93 anos, o modernista continua a envolver-se nos debates culturais e políticos de Portugal e do Brasil, onde vive há 66 anos e onde lutou contra as ditaduras de ambos os países.

A sessão de apresentação está integrada no ciclo de homenagem ao artista, que irá estar patente até setembro deste ano. O livro é apresentado pelo cineasta e argumentista Miguel Gonçalves Mendes, em conversa com Fernando Lemos. A esta conversa seguir-se-á uma leitura de poemas pelos atores Filipe Duarte e Soraia Chaves e um momento musical muito especial. David Santos, mais conhecido como Noiserv, irá interpretar Palavras Lutam, tema concebido em colaboração com o cantor e ator Paulo Miklos, ex-vocalista da banda brasileira Titãs, e que é parte integrante da banda sonora do filme Retratação, do realizador Victor Ferreira Rocha (estreia prevista em dezembro de 2019).

Além do texto de Valter Hugo Mãe, Poesia conta também com uma entrevista de Victor Ferreira Rocha e de vários fotogramas do seu filme.

 Especial Poesia, sua sombra e sua luz

A poesia em destaque no Porto de Encontro

Andreia C. Faria, José Rui Teixeira e João Gesta protagonizam esta sessão especial.

No dia 19 de maio, a partir das 17:00, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett recebe a 76.ª edição do Porto de Encontro, uma sessão especial que se realiza sob os auspícios da poesia, sua luz e sua sombra.

Na conversa com o jornalista Sérgio Almeida vão estar os poetas Andreia C. Faria e José Rui Teixeira, que irão falar sobre Alegria para o fim do mundo e Autópsia [poesia reunida], títulos já publicados na nova coleção de poesia da Porto Editora, elogio da sombra. Valter Hugo Mãe, o coordenador desta coleção, é um dos convidados especiais deste Porto de Encontro, onde irá também ser apresentado o livro do terceiro protagonista desta 76.ª edição: Uma falha nos dentes, de João Gesta.

As leituras de poemas ficam a cargo dos autores e Daniel Maia-Pinto Rodrigues, poeta e reconhecido dinamizador do panorama cultural portuense, é o segundo convidado especial desta sessão.

Parte da vida cultural da cidade desde 2011, este ciclo de conversas reuniu mais de 20.000 espectadores em 75 edições realizadas em diversos espaços da cidade, como a Casa da Música, o Teatro Rivoli, a Casa das Artes ou o Teatro Nacional São João.

A 76.ª edição do Porto de Encontro conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, da Antena 1, do Jornal de Notícias e das Livrarias Bertrand. Esta iniciativa está a ser divulgada em www.portoeditora.pt/portodeencontro e também no Facebook.

elogio da sombra

elogio da sombra: apresentada coleção de poesia coordenada por Valter Hugo Mãe

A poesia é a auscultação mais completa do indivíduo e do mundo, e elogio da sombra, nova coleção de poesia coordenada por Valter Hugo Mãe, propõe-se a ser lugar de encontro para quem não se basta com medianias e valida a vida a partir do seu amplo mistério, do quanto tem para revelar.

É com Autópsia [poesia reunida], de José Rui Teixeira, que a coleção elogio da sombra marca a sua entrada nas livrarias de todo o país. Neste livro estão reunidos dois ciclos de seis anos de trabalho do teólogo e poeta portuense: Diáspora e Antípoda, que são antecedidos por cinco inéditos de Eclipse (de 2018). Esta antologia conta ainda com textos do escritor Rui Nunes e da poeta espanhola Miriam Reyes.

O segundo dos quatro títulos é O real arrasa tudo, de Isabel de Sá. Poeta e artista plástica, representada extensivamente em antologias de poesia e de História da Língua Portuguesa, a obra desta autora rareava nas livrarias e é agora publicada num volume que colhe 15 anos de trabalho.

Alegria para o fim do mundo de Andreia C. Faria (vencedora, em 2018, do prémio SPA para melhor livro de poesia) é seguramente outro título incontornável, com a recolha de obras há muito esgotadas, cuidadamente revisitadas, e também com a inclusão de vários poemas inéditos.

O quarto livro da elogio da sombra é de Luís Costa. Amar o tempo das grandes maldições marca uma estreia madura, ponderada e de poemas “ao centro absoluto da existência”, como refere o coordenador da coleção.

Valter Hugo Mãe, sobre esta coleção, afirma: «A poesia é a auscultação mais completa do indivíduo e do mundo. Palavra que chega primeiro, esplendor expressivo, aventura e modo de estudo, a poesia é sentimento e pressentimento, perceção complexa que se coloca como experiência de plenitude e profundidade. O elogio da sombra é um lugar de encontro para quem não se basta com medianias e valida a vida a partir do seu amplo mistério, do quanto tem para revelar.»

A primeira apresentação pública das primeiras quatro obras publicadas acontece no dia 23 de fevereiro, às 12:00, durante a 20.ª edição do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.

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