No próximo dia 11 de fevereiro, às 18:30, a Casa Comum (Reitoria da Universidade do Porto, à Praça Gomes Teixeira) recebe a segunda sessão do ciclo Ouvir, 59 minutos de imersão poética. Depois de uma estreia completamente lotada, à boleia dos poemas de João Habitualmente e João Gesta, as palavras que se seguem são as da poeta Cláudia R. Sampaio.
Nascida em Lisboa em 1981, Cláudia R. Sampaio tem cinco livros de poesia publicados -
Os dias da Corja, A primeira urina da manhã, Ver no escuro, 1025 mg, Outro nome para a solidão
– e acaba de estrear o Ano 2 da
elogio da sombra,
coleção de poesia da Porto Editora com curadoria de Valter Hugo Mãe. É também pintora, artista residente do projeto MANICÓMIO. No âmbito do trabalho desenvolvido neste projeto, integrou recentemente a primeira delegação portuguesa a ser convidada pela
Outsider Art Fair,
a maior feira de arte informal do mundo, em Nova Iorque, para expor a sua obra.
Em
Ouvir, 59 minutos de imersão poética
pede-se aos participantes que assumam a condição de viajantes num
rio sonoro,
privilegiando a audição como sentido crítico. Ao final da tarde, a Casa Comum transforma-se numa câmara de reverberação de versos, palavras, poemas. O desafio ao público é o da exploração do som, desligando-se e despojando-se de quase todos os sentidos para permitir o estreitamento do foco apenas na audição. Sentados ou deitados em almofadas, o início da viagem é marcado por uma narrativa sonora inspirada no universo do autor convidado e elaborada por estudantes do Mestrado em Multimédia da Faculdade de Engenharia da U.Porto. Com a atmosfera criada por esta introdução segue-se a audição de uma gravação de poemas da protagonista da sessão.
Os 59 minutos da sessão ficam completos após uma conversa entre a vice-reitora da Universidade do Porto, Fátima Vieira, e Cláudia R. Sampaio.
Esta iniciativa é uma parceria entre a Porto Editora – responsável pela programação e curadoria do evento – e a Universidade do Porto. A entrada é gratuita.