Uma ideia de felicidade

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SINOPSE

Mais ou menos meio segundo. É o tempo que um motor de busca demora a devolver-nos uma resposta - cerca de cento e trinta mil ocorrências (em português) ao pesquisarmos «uma ideia de felicidade».

E, no entanto, a busca da felicidade não é, de todo, imediata. Alcançá-la é uma tarefa morosa, pausada, lenta. Quase tão lenta como a marcha de um caracol…

Carlo Petrini, o fundador do movimento Slow Food, parte dessa mesma ideia para propor a Luis Sepúlveda, autor do livro História de um Caracol que Descobriu a Importância da Lentidão, uma conversa tranquila onde se interligam memórias, experiências e reflexões sobre o que é a felicidade e como conquistá-la...

De um extremo ao outro da Terra, por entre histórias de grandes líderes e de heróis do quotidiano - e, posteriormente, como guias das suas próprias ideias-base para uma vida feliz - Petrini e Sepúlveda orientam-nos numa busca pelo direito ao prazer que é hoje o mais revolucionário, democrático e necessário dos objetivos do Homem.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Luis Sepúlveda e Carlo Petrini abordam temas pertinentes numa conversa que alterna entre a política, a literatura e a gastronomia, guiando-nos ao direito fundamental ao prazer alcançado com a mesma lentidão e sabedoria dos caracóis.»
IBS.it
A tese básica [deste livro] é que temos de trazer a comida, e formas diferentes de a consumir, para o centro das nossas vidas. E que comer melhor é um direito […] de todos os habitantes do planeta.
L’Espresso, La Repubblica
«[…] Até mesmo a felicidade se tornou uma coisa rara, quase tabu, sufocada pelas crises económicas, políticas e morais. É preciso coragem para falar sobre ela.» «[...] O grande escritor chileno e o "pai" do Slow Food têm em comum o valor do tempo, a necessidade da poesia e a consciência como guia para cada ação.»
Raffaella Caprinali
Um hino à vida, para conquistar o direto de desfrutar de sua própria existência, saboreando cada momento com prazer, lentamente.
www.recensionelibro.it

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Opiniões que nos fazem questionar
Pedro Vieira | 2015-07-28
Um livro fruto de um pensamento mais demorado sobre o mundo, das suas origens até ao seu futuro, em que os autores dizem coisas que nos deixam a pensar sobre os nossos conceitos adquiridos e estáticos. Com alguma componente ideológica e política e com o fruto das suas experiências muito íntimas e pessoais de vida como pano de fundo, os autores vão-nos apresentando a sua visão de temas tão actuais quanto imtemporais... Para quem gosta de pensar e de se questionar é uma óptima escolha de leitura.
Textos muito actuais e fabulosos
Rui Madeira | 2014-12-14
Comentários da actualidade feitos por dois autores quer fazem com que fiquemos a pensar sobre variados assuntos entre os quais a "Slow Food"....

DETALHES DO PRODUTO

Uma ideia de felicidade
ISBN: 978-972-0-04703-8
Edição/reimpressão: 01-2015
Editor: Porto Editora
Código: 04703
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 198 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 120
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Ensaios
Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, a 4 de outubro de 1949 e morreu a 16 de abril de 2020 em Oviedo, Espanha. O seu pai era militante do Partido Comunista e proprietário de um restaurante. A mãe era enfermeira e tinha origens mapuche. Cresceu no bairro San Miguel de Santiago e estudou no Instituto Nacional, onde começou a escrever por influência de uma professora de História.
Aos 15 anos ingressou na Juventude Comunista do Chile, da qual foi expulso em 1968. Depois disso, militou no Exército de Libertação Nacional do Partido Socialista. Após os estudos secundários, ingressou na Escola de Teatro da Universidade de Chile, da qual chegou a ser diretor. Anos mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.
Da sua vasta obra – toda ela traduzida em Portugal –, destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas todos os seus livros conquistaram em todo o mundo a admiração de milhões de leitores.
Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço – que visa galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica –, uma honra de definiu como «uma emoção muito especial».
Para além de romancista, foi realizador, roteirista, jornalista e ativista político. Em 1970 venceu o Prémio Casa das Américas pelo seu primeiro livro, Crónicas de Pedro Nadie, e também uma bolsa de estudo de cinco anos na Universidade Lomonosov de Moscovo. No entanto, só ficaria cinco meses na capital soviética, uma vez que foi expulso da universidade por “atentado à moral proletária”. Membro ativo da Unidade Popular chilena nos anos 70, teve de abandonar o país após o golpe militar de Augusto Pinochet. Viajou e trabalhou no Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Em 1979 alistou-se nas fileiras sandinistas, na Brigada Internacional Simon Bolívar, que lutava contra a ditadura de Anastácio Somoza. Depois da vitória da revolução sandinista, trabalhou como repórter.
Em 1982 rumou a Hamburgo, movido pela sua paixão pela literatura alemã. Nos 14 anos em que lá viveu, alinhou no movimento ecologista e, enquanto correspondente da Greenpeace, atravessou os mares do mundo, entre 1983 e 1988. Em 1997, instalou-se em Gijón, em Espanha, na companhia da mulher, a poetisa Carmen Yáñez. Nesta cidade fundou e dirigiu o Salão do Livro Ibero-americano, destinado a promover o encontro de escritores, editores e livreiros latino-americanos com os seus homólogos europeus.
Luís Sepúlveda vendeu mais de 18 milhões de exemplares em todo o mundo e as suas obras estão traduzidas em mais de 60 idiomas.
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