Proslogion

Proslogion

Costa Macedo, Sto. Anselmo
avaliação dos leitores (1 comentários)
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Código:41080
Edição/reimpressão:12-1996
Editor:Porto Editora
ISBN:978-972-0-41080-1
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SINOPSE

O "Proslogion" é, segundo o próprio autor, resultado do seu desagrado em relação à argumentação que apresentou na obra anterior, Monologion. O objectivo do "Proslogion" é, assim, encontrar agora um único argumento e não vários, um argumento que possua uma tal força racional que dispense qualquer outro e, a partir do qual, portanto, possa provar, racionalmente, a existência de Deus assim como os seus atributos. Com efeito, não só prova a existência desse Ser «maior do que o qual nada pode ser pensado» e a impossibilidade lógica do ateísmo, como apresenta os seus atributos.

Nesta tentativa de provar racionalmente a existência de Deus, afasta argumentos da revelação, interligando, no entanto, visão e contemplação.

A obra é constituída pelo Proémio a que se seguem XXVI capítulos.
O texto move-se no domínio da ontologia e da gnoseologia.

Esta edição inclui ainda, de Gaunilo, Livro em favor de um Insensato e de Santo Anselmo, o Livro Apologético em que este responde às objecções de Gaunilo.

Tradução, introdução e comentários de Costa Macedo

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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Fé e razão
Ricardo Pinto |20.04.2013
Considero a época medieval fantástica. A procura da fé através da razão é difícil, exigente e muito filosófica. Esta obra de S. Anselmo é um exemplo de fé e um grande testemunho intelectual! A par de S. Agostinho e S. Boaventura, S. Anselmo é uma padre que admiro muito! Amanhã celebraremos a sua memória liturgicamente.

DETALHES DO PRODUTO

Proslogion
de Costa Macedo, Sto. Anselmo
Edição/reimpressão:12-1996
Editor:Porto Editora
Dimensões:140 x 207 x 8 mm
Encardenação:Capa mole
Páginas:128
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia > Livros Escolares > Apoio Escolar > 12.º Ano > Guias de estudo/resumos

sobre Sto. Anselmo

Sto. Anselmo
Anselmo de Cantuária (1033/1034 - 21 de abril 1109), nascido Anselmo de Aosta (por ser natural de Aosta, hoje na Itália), e também conhecido como Santo Anselmo, foi um influente teólogo e filósofo medieval italiano de origem normanda. Foi Arcebispo de Cantuária entre 1093 e 1109 (sucedendo a Lanfranco, também um italiano), por nomeação de Henrique I de Inglaterra, de quem foi amigo e confessor, mas depois divergiu com ele na Questão das Investiduras. É considerado o fundador do escolasticismo e é famoso como o criador do argumento ontológico a favor da existência de Deus. Viria mais tarde a ser canonizado pela Igreja Católica, e declarado Doutor da Igreja em 1720, pelo Papa Clemente XI. Santo Anselmo nasceu em Aosta, filho de um nobre, e de uma mãe rica, Ermenberga. Seguiu a carreira religiosa, estudou os clássicos e escreveu sempre em latim. Foi eleito prior em 1063, porque era considerado inteligente e piedoso. Sua biografia nos é contada pelo seu discípulo, Eadmero. Foi comum na Idade Média que os religiosos buscassem o apoio da fé na razão. Anselmo escreveu uma obra sobre esse assunto. É considerado um dos iniciadores da tradição escolástica. Buscava um argumento para provar a existência de Deus, e sua bondade suprema. Fala que a crença e a fé correspondem à verdade, e que existe verdadeiramente um ser do qual não é possível pensar nada maior. Ele não existe apenas na inteligência, mas também na realidade. Anselmo desenvolveu uma linha de pensamento sobre essas bases, chamados de argumento ontológico, que foi retomada por Descartes e criticada por Kant, e ela estava numa obra chamada Proslógio. Ele parte do fato de que o homem encontra no mundo muitas coisas, algumas boas, que procedem de um bem absoluto, que é necessariamente existente. Todas as coisas tem uma causa, menos o ser incriado, que é a causa de si mesmo e fundamenta todos os outros seres. Esse ser é Deus. Seus argumentos não foram totalmente aceitos. Anselmo chegou a arcebispo da Cantuária em 1093. Escreveu outras obras importantes, Do Gramático e Da Verdade, ambos em latim. Recebeu doações de terras para a Igreja, mas brigou com Guilherme, o ruivo, rei da Inglaterra pois não queria fazer comércio com os bens da Igreja. Isso foi considerado um desrespeito ao poder real, e Guilherme impediu Anselmo de viajar para Roma, desafiando o poder da Igreja. Num dos seus primeiros livros, Monológio, em que apresenta sua visão de Deus, Anselmo fala que a essência suprema existe em todas as coisas e tudo depende dela. Reconhece nela onipotência, onipresença, máxima sabedoria e bondade suprema. Ela criou tudo a partir do nada. Anselmo procurava desenvolver um raciocínio evolutivo sobre o que considerava ser a verdade, que estava contida na Bíblia. Para Anselmo, o pensamento tem algo de divino, e Deus tem uma razão. Sua palavra é sua essência, e Ele é pura essência (essa noção não é nova) infinita, sem começo nem fim, pois nada existiu antes da essência divina e nada existirá depois. Para ela o presente, o passado e o futuro são juntos ao tempo, são uma coisa só. E Ela é imutável, uma substância, embora seja diferente da substância das outras criaturas. Existe de uma maneira simples e não pode ser comparado com a consciência das criaturas, pois é perfeito e maravilhoso e tem todas as qualidades já citadas. O verbo e o espírito supremo são uma coisa só, pois este usa o verbo consubstancial para expressar-se. Mas a maneira intrínseca que o espírito supremo se expressa e conhece as coisas é incogniscível para nós. O verbo procede de Deus por nascimento, e o pai passa a sua essência para o filho. O espírito ama a si mesmo, e transmite esse amor. Para Anselmo, a alma humana é imortal, e as criaturas seriam felizes e infelizes eternamente. Mas nenhuma alma é privada do bem do Ser supremo, e deve buscá-lo, através da fé. E Deus é uno. Para contemplá-lo devemos nos afastar dos problemas e preocupações cotidianos e buscá-lo. Ele é onipotente embora não possa fazer coisas como morrer ou mentir. É piedoso, em parte por ser impassível, o que não o impede de exercer sua justiça, pois ele pensa e é vivo. Anselmo fala muito da crença divina do Pai, do filho e do espírito humano. Grandes coisas esperam por aquele que aceitar Deus e buscá-lo. Santo Anselmo influenciou muito o pensamento teológico posterior.
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