Correspondência (1905 - 1922)

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ISBN: 978-972-37-0505-8
Edição/reimpressão: 04-1999
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78345
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SINOPSE

«Reúnem-se, neste volume I, as cartas de Fernando Pessoa escritas entre 1905 e 1922. Neste conjunto, estão incluídas algumas cartas inéditas (provenientes quer do espólio pessoano da Biblioteca Nacional de Lisboa quer de um pequeno espólio em posse da família do poeta) e as cartas anteriormente publicadas, de forma avulsa, em jornais, revistas, prefácios e obras deccarácter ensaístico, ou em livro (caso dos volumes de cartas a Armando Côrtes-Rodrigues e a Ofélia Queirós e do acervo editado em 1996, sob o título Correspondência Inédita). Trata-se, assim, de cartas efectivamente chegadas aos seus destinatários e publicadas por sua própria iniciativa ou dos seus herdeiros; e de cartas não necessariamente enviadas, ou sequer concluídas, conservadas, umas vezes, em cópia e, outras vezes, em estado de rascunho, pelo autor. Reproduzem-se, no entanto, aquelas que, muito embora nestas circunstâncias, se afiguram importantes para o conhecimento da obra de Fernando Pessoa e do contexto cultural e sócio-político da sua época. (...)» (pág. 7, Nota Prévia, M.P.S.)
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Dentro da oficina do poeta
José Vieira | 2020-05-10
Este segundo volume da Correspondência de Fernando Pessoa é um livro obrigatório não só para os investigadores e pessoanos, mas para todos os amantes da obra e da vida do pai da heteronímia. A partir das suas cartas, ora de teor pessoal, ora de jaez literário, conseguimos perscrutar um homem ávido de ideias, de imaginação e, ao mesmo tempo, assoberbado pela mesquinha realidade do quotidiano tributável e profissional. Uma leitura agradável e acessível
As Cartas são confidências pessoais aos amigos
J. Ferreira M. | 2017-08-02
As Cartas do poeta português são um meio único de conhecer aspetos do poeta português, que de outro modo não se revelam.

DETALHES DO PRODUTO

Correspondência (1905 - 1922)
ISBN: 978-972-37-0505-8
Edição/reimpressão: 04-1999
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78345
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 210 x 34 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 496
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.
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