Cântico negro

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SINOPSE

A leitura de Luís Adriano Carlos sobre José Régio é a mais revigorante e motivadora. Tantas vezes dado como um autor perfeitamente consumado, sem mais sobressalto ou mistério, Régio encontra nas pistas de Adriano Carlos uma justiça urgente. Aqui não se admite a visão preguiçosa que o toma como sujeito de pulsão recatada. Esse Régio é, em larga medida, imaginário, um certo preconceito ou facilitação, de leituras apressadas e oblíquas.
Na panorâmica que se estende por estas páginas, perfeitamente explicada nos brilhantes ensaios de abertura, José Régio não sucumbe à teologia mas fascina-se com o estabelecimento da sua própria teodiceia. A força do seu pensamento vem genuinamente desse «amor que há entre Deus e o Diabo», um lugar único e complexo que cria um indivíduo por definir, imparável, intenso.
Este é o Régio que me apaixona. Aquele que mediu o sangue e a sombra, aquele que recusou, debateu, analisou com rigor e jamais se rendeu. No seu verso sincero o mais que vejo é a dúvida, a impressão de que talvez se possa criar o Criador mas que, ainda assim, perderemos. É da condição humana tombar no abismo.
Valter Hugo Mãe
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DETALHES DO PRODUTO

Cântico negro
ISBN: 978-972-0-03480-9
Edição/reimpressão: 10-2021
Editor: Porto Editora
Código: 03480
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 197 x 31 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 368
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Poesia

sobre José Régio

José Régio (1901-1969) é um escritor fundamental da história da literatura portuguesa. Impondo-se como o principal mentor do movimento presencista, Régio criou uma nova postura estética e ética que dominou o panorama nacional durante longos anos. Estreando-se com o livro Poemas de Deus e do Diabo, desde logo se afirmou como uma voz única, que tem na irreverente independência criadora do poema «Cântico Negro» um sinal da sua actualidade, ao ponto de o seu «... não vou por aí!» ter entrado na linguagem comum, no que será um dos casos raros na nossa história literária.
«Diverso e uno», deixou-nos uma obra que se estende pelos vários meios da expressão literária, indo da poesia, do romance, da novela e do conto, ao teatro, ao ensaio e à crítica, passando pela obra íntima, o que faz dele o nosso mais imprescindível escritor e autor em cada género que abordou. Títulos como Poemas de Deus e do Diabo ou Biografia, na poesia; O Príncipe com Orelhas de Burro ou A Velha Casa, na ficção; Benilde ou A Virgem Mãe ou Jacob e o Anjo, no teatro; Ensaios de Interpretação Crítica, no ensaio, ou Confissão dum Homem Religioso, nos escritos íntimos, poderão ser apontados como alguns dos títulos regianos a incluir urgentemente em qualquer biblioteca.
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