360º - O que acontece na Educação (Jul. 17)

A descodificação do que de mais relevante está a acontecer no mundo da Educação.

1.º Ciclo

Houve menos chumbos em 2015/16

De acordo com os dados divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, 2015/16 entra na história como o ano letivo com menos chumbos em todos os níveis de escolaridade.

No ensino básico, a percentagem de retenções ficou nos 12,7%, e no ensino secundário nos 28,2%.

No 1.º Ciclo, a percentagem de retenções no 4.º ano situa-se nos 2,5%, contra 8,9% no 2.º ano, este último um número que o Ministério da Educação já entendeu dever «atacar».

Em todo o ensino básico, o 7.º ano – início de ciclo – é o ano com a percentagem mais elevada de retenções: 12,6%.

2.º Ciclo

«Novas ideias» sobre constituição de turmas

Um estudo de investigadores da Nova School of Business and Economics chegou à conclusão que há aspetos relacionados com a composição das turmas que acabam por ter mais influência no desempenho escolar dos alunos do que o simples número de alunos por turma. Sobre esta última questão, a ideia é que a sua real importância adviria sempre de uma redução significativa.

Assim, o estudo dos dados referentes a turmas do 6.º e 9.º anos de escolaridade, no ano letivo de 2011/12, sublinha a importância de um outro aspeto na constituição das turmas: a sua homogeneização no que toca à idade, a conhecimentos, ou até a prévias retenções.

3.º Ciclo

O Simplex nas provas do 8.º ano

O Governo pretende que as provas de aferição do 8.º ano deixem de ser realizadas em papel e passem a ser efetuadas online.

A presidente da Associação Nacional de Professores, Paula Carqueja, aplaude naturalmente a ideia – pela agilização e simplificação de processos, e até pela própria poupança de custos vários – mas sublinha a necessidade de equipar as escolas com os meios necessários à realização das provas e de o fazer preservando sempre a igualdade de condições entre os alunos.

Exame de Matemática

Segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática, os critérios de correção do exame de Matemática do 9.º ano continham um erro, e propunham uma valorização de uma resposta que se afigurava errada.

O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), responsável pelos exames nacionais, já veio a terreno afirmar que «nada existe de errado» nos critérios de correção da prova. Não se aguardam grandes desenvolvimentos.

Ensino Secundário

Exame de Português

Num ano em que o número de inscritos nos exames nacionais aumentou em relação ao ano anterior, a prova de exame de Português do 12.º ano foi, este ano, a protagonista maior de um caso de eventual fuga de informação.

Ainda que a questão esteja a ser objeto de uma investigação a decorrer, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, já avançou que a prova, realizada por quase 70.000 alunos, não será anulada.