A internet não é um bicho-papão, mas há cuidados a ter

A utilização da internet, quer como motor de busca, quer como facilitadora de entretenimento (jogos, YouTube, redes sociais, etc.) pode constituir um momento ótimo de partilha e de fomento da cumplicidade e da comunicação entre pais e filhos.

Muitas vezes, os pais consideram que a criança sabe mais do que eles de computadores, que ela não precisa de ajuda para efetuar, por exemplo, pesquisas para trabalhos escolares. Contudo, mesmo quando a “literacia digital” da criança parece ser maior do que a do adulto, este deve acompanhá-la nas descobertas que vai fazendo, sendo que ele próprio também se iniciará na aprendizagem desta nova e maravilhosa forma de conhecimento quando bem usada, até porque não é de todo aconselhável que a criança a utilize sozinha, no seu quarto.

O computador com acesso à internet deve estar num local de uso comum, com o ecrã facilmente visível e, mesmo com a instalação e o uso de todas as ferramentas de controlo parental, que são gratuitas e que permitem restringir o acesso a determinados conteúdos e websites, nada melhor que a presença de, pelo menos, um dos pais junto da criança, quando esta está a usar a internet. Claro que o mesmo se aplica a tablets, telemóveis e outros dispositivos com acesso à internet.

Outro cuidado a ter é com a senha de acesso (a chamada password) que não deve ser do conhecimento da criança. Os pais devem explicar-lhe que a senha é um segredo que não deve ser partilhado com ninguém e que só o partilharão com ela quando for mais crescida.

A internet permite-nos estar a um clique de um mundo vastíssimo de conteúdos mas nem todos eles são válidos ou inócuos. Esta ferramenta tem claras vantagens mas também potenciais riscos. Para prevenir alguns desses riscos pode-se, por exemplo, fazer um contrato por escrito com a criança, desde que ela saiba ler. O que apresentamos a seguir é unicamente um exemplo e as regras a inscrever podem variar com a idade e com a literacia da criança. Aconselhamos a que estas regras sejam claras e objetivas e formuladas de forma positiva.


CONTRATO

Eu (nome da criança) comprometo-me utilizar a internet segundo as regras que os meus pais estabeleceram e com as quais eu concordo e que são as seguintes:
1. Só utilizarei a internet, quer em casa quer na escola, ou noutro sítio qualquer, com a supervisão de um adulto (pai, mãe, professor(a)).
2. Poderei utilizar a internet … minutos por dia/semana para pesquisar para os trabalhos escolares (aqui terá que ser tomada em linha de conta a idade da criança e as necessidades escolares).
3. Posso jogar … minutos por dia/semana os jogos escolhidos pelos pais.

Data:……………………………………………………………………………………………………………………………………… Assinatura da criança:…………………………………. Assinatura dos pais:………………………………………


A maioria dos pais, atualmente, não permite que os seus filhos brinquem na rua, sem supervisão, devido aos perigos que podem correr. O mesmo se passa quando se conectam à internet em que se escancara uma porta para um mundo muito maior, com tudo o que há de positivo e de negativo, mais uma vez à distância de um clique.

Para prevenir e evitar situações de risco até ao final do 1.º ciclo (mais ou menos aos dez anos), o principal cuidado é, como já referimos, utilizar a internet juntamente com a criança. Isso não impede que se vá referindo alguns dos cuidados a ter como não falar com desconhecidos, não aceder a sítios não autorizados, não partilhar dados pessoais como nome, escola, número de telemóvel, por exemplo. Também é importante referir que nem todas as informações online são fiáveis e credíveis, assim como os possíveis amigos virtuais podem não ser quem dizem.

Com os devidos cuidados, a internet pode ser uma boa ajuda para o sucesso escolar.