360º - O que acontece na Educação (Out.18)

A descodificação do que de mais relevante está a acontecer no mundo da Educação.

Mediadores para o sucesso chegam ao pré-escolar

A EPIS – Empresários para a Inclusão Social alargou ao pré-escolar a sua intervenção juntos dos alunos de risco. “Quanto mais cedo conseguirmos intervir junto das crianças menos desenvolvidas e menos potenciadas, melhor. Se dermos as ferramentas certas a crianças dos três aos cinco anos, será depois mais fácil garantir um percurso escolar de sucesso”, afirma Diogo Simões Pereira, o diretor-geral daquele que é o maior parceiro privado do Ministério da Educação no combate ao insucesso que conduz ao abandono escolar.

Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes D’Escritas | Porto Editora

O Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes D’Escritas | Porto Editora lança um desafio a todos os alunos que frequentam o 4.º ano de escolaridade: escrever e ilustrar um conto original, resultado de um trabalho coletivo sob a orientação do professor. Os contos podem ser enviados até o dia 11 de janeiro de 2019, sendo posteriormente avaliados por um júri. Os vencedores serão anunciados na sessão oficial de abertura do Correntes D’Escritas, agendada para 19 de fevereiro, e verão o seu trabalho publicado em livro.

O objetivo deste prémio literário, promovido pela Porto Editora e pela organização do Correntes D’Escritas, é promover o gosto pela escrita e pela expressão artística nos mais novos, bem como de hábitos saudáveis de partilha de ideias e de trabalho em equipa.

EV Smart Book gratuita para os alunos

A nova app EV Smart Book permite aos alunos aproveitar ao máximo todas as potencialidades da nova geração de manuais escolares do Grupo Porto Editora (Porto Editora, Areal Editores e Raiz Editora).

Disponível gratuitamente na Google Play e na App Store e com possibilidade de utilização em telemóvel, tablet ou computador, esta aplicação dá acesso a inúmeros recursos multimédia associados às páginas dos manuais em contexto, tais como vídeos, áudios, interatividades, tutoriais, entre outros, que ajudam a esclarecer dúvidas e a complementar a aprendizagem de forma mais divertida.

Esta aposta na app EV Smart Book surge a par da iniciativa do Ministério da Educação em oferecer, além dos manuais escolares, licenças digitais aos alunos do 1.º ao 6.º ano que frequentam as escolas públicas.

Manuais escolares

Os manuais escolares gratuitos que no próximo ano serão distribuídos a cerca de um 1,2 milhões de alunos do 1.º ao 12.º ano, deverão ser utilizados três vezes e depois substituídos por novos, afirmou o secretário de estado da Educação.

Até agora, os livros gratuitos abrangiam somente o 1.º e 2.º Ciclos, alargando-se agora ao 7.º, 8.º, 9.º, 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade. Segundo estimativas, os custos da medida anunciada ascendem a um pouco mais de 100 milhões de euros, embora esteja ainda por operacionalizar a forma como a medida vai ser implementada no terreno, a partir do ano letivo de 2019/20, ou seja, até setembro do próximo ano.

Alunos pobres ficam mais ansiosos com os testes

O estudo Equidade na Educação: quebrar barreiras pela mobilidade social, publicado pela OCDE, conclui que o contexto socioeconómico ainda condiciona o sucesso escolar.

O índice de resiliência social e emocional dos estudantes portugueses inseridos em contextos desfavorecidos é dos mais baixos da OCDE. O indicador mede o nível de satisfação com a vida, a integração no meio escolar e a ansiedade associada aos testes. Em Portugal, é nesta última dimensão que os alunos pobres mais se queixam. Só 26,3% dizem não sofrer de ansiedade associada aos exames, mesmo quando consideram estar bem preparados.

Entrar mais tarde no secundário duplica o insucesso

Segundo o estudo Situação após 3 anos dos alunos que ingressam no ensino científico-humanístico, divulgado pelo Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), metade dos alunos que começam um curso científico-humanístico um ano mais tarde do que o esperado ficam retidos ou desistem.

Começar mais tarde pode ser associado a retenções prévias durante o Ensino Básico e, por isso, é uma métrica do impacto dos chumbos no sucesso escolar. Quanto mais avançada é a idade de entrada, ou seja, quanto mais chumbos houve, maior é o insucesso. Por exemplo, só 12% dos estudantes que começam aos 18 termina no tempo previsto e 38% acabam por desistir.

Ministro defende fim das propinas nas licenciaturas

O ministro Manuel Heitor considera que a cobrança de propinas aos estudantes de licenciatura deve acabar. A formação superior, diz o ministro do Ensino Superior, é de facto uma obrigatoriedade e o seu acesso deve ser livre, sobretudo ao nível da formação inicial”. Daí que Heitor defenda, a médio prazo, o fim desta cobrança, garantindo que as universidades e politécnicos não sairão prejudicados.

O ministro do Ensino Superior vê o fim das propinas como um processo de “convergência” entre os vários países no contexto europeu, que só poderá ter efeitos concretos nas “próximas décadas”.

Manuel Heitor está ainda empenhado em que, no final da próxima década (2030), o número de alunos com formação superior duplique: dos atuais três em cada dez alunos, o ministro pretende chegar aos seis em cada dez jovens com um curso superior.