360º - O que acontece na Educação (Jan. 2018)

A descodificação do que de mais relevante está a acontecer no mundo da Educação.

Este 360º é de janeiro. Veja aqui o mais atual.

Pré-escolar

Combate ao excesso de peso com resultados positivos

O mais recente estudo de Vigilância da Obesidade Infantil feito em Portugal revela que o combate ao excesso de peso nas crianças está a dar resultados, tendo atingido o nível mais baixo desde 2008.

Contudo, há um dado que preocupa os especialistas da Direção-Geral de Saúde: 76,9% das crianças vão para a escola de carro, sendo poucos os que vão a pé, e são mais as crianças ocupadas em jogos eletrónicos que a brincar fora de casa.

1.º Ciclo

Os nossos jovens e a leitura

Um artigo de Sara Oliveira publicado no site educare.pt dá-nos conta de um estudo internacional que nos diz que os alunos portugueses do 4.º ano estão piores nas suas competências de leitura, e que, em particular, os rapazes estão pior do que as raparigas.

No mesmo artigo tomamos conhecimento de um projeto nacional nesta área, coordenado pelo Instituto Politécnico do Porto, que tem como objetivo prevenir “percursos de insucesso precoce na aprendizagem da leitura e da escrita”, e que, entre outras ideias, verificou que as atividades de leitura no jardim-de-infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano da escola.

2.º e 3.º Ciclos

Alunos portugueses são os que mais chumbam

O relatório sobre o “Estado da Nação 2016”, divulgado em finais de dezembro pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), tem como principal foco as retenções e as metodologias em sala de aula.

Quanto aos vulgares ‘chumbos’, alerta-se para o facto de Portugal ser, em toda a Europa, o país onde mais se ‘chumba’, e onde se ‘chumba’ mais cedo. O mais grave de tudo é a constatada ineficácia da retenção, ao não se recuperar os alunos com dificuldades, mas promover-se, muitas vezes, ‘chumbos’ atrás de ‘chumbos’. Uma das medidas a implementar é, entre outras, a implementação de novas metodologias em sala de aula, com menos aulas expositivas, por exemplo.

130 mil alunos desafiados a testar competências na LITERACIA 3Di

Em novembro, cerca de 130 mil alunos participaram na primeira fase da LITERACIA 3Di. Agora, os 2600 apurados para a fase distrital vão colocar à prova as suas competências de Matemática, Ciência, Leitura e Inglês. Aqueles que obtiverem a melhor classificação vão representar o distrito na Grande Final, agendada para 11 de maio, no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, em Lisboa.

Esta é uma iniciativa da Porto Editora que tem incentivado milhares de alunos a querer aprender mais, motivados pela realização de provas numa plataforma digital – a Escola Virtual. A LITERACIA 3Di foi recentemente distinguida com o Alto Patrocínio da Presidência da República, pelo contributo que tem dado na promoção da literacia dos alunos portugueses.

O 'Perfil dos Alunos'

Numa conferência nacional realizada em Lisboa e subordinada ao tema 'O Perfil dos Alunos', o ministro da Educação reafirmou que o projeto-piloto de flexibilização curricular, atualmente em vigor em 230 escolas, será alargado a todas as escolas nacionais, após monitorização dos seus resultados.

O novo Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, em vigor desde julho de 2017, é "uma matriz comum para todas as escolas" e vertentes de ensino, na definição de valores, competências e princípios que devem orientar a aprendizagem.

Boas notícias

Com base no relatório do Conselho Nacional de Educação (CNE), o Diário de Notícias chama a título maior o facto de os alunos portugueses terem vindo a melhorar, substancialmente, os seus resultados em provas internacionais, bem como a boa notícia de que vai também sendo cada vez mais visível os muitos jovens que, socialmente desfavorecidos, vão ‘fugindo’ ao insucesso que a sua situação socioeconómica lhes pareceria destinar.

Ensino Secundário

Medicina vai perdendo alguns alunos excecionais

No educare.pt, Sara Oliveira dá a palavra a alunos que, com média do ensino secundário de excelência, optaram por seguir os seus estudos superiores e cursos que não a Medicina como, pela tradição, seria expectável.

A autora do artigo utiliza estes casos particulares para apontar uma tendência já mais verificada nas opções dos jovens quanto ao ingresso no ensino superior este ano: Medicina a deixar de constituir a escola ‘obrigatória’ e as Engenharias a discutirem com ela o primado das escolhas dos nossos melhores alunos.