5 maneiras de levar o seu filho a ler os livros que requisita na biblioteca

Nos primeiros anos de escolaridade, os professores costumam incentivar os alunos a requisitar livros da biblioteca escolar para lerem em casa. No entanto, em muitas ocasiões os pais apercebem-se de que o livro requisitado fica esquecido na mochila ou é “abandonado” em cima da secretária ou numa prateleira, onde fica à espera do dia da devolução. O que é que os pais podem fazer para que os livros não andem a fazer o circuito escola-casa-escola sem serem lidos pelos filhos?

No 1.º ciclo, é importante que o seu filho leia, realmente, os livros que traz da biblioteca, pois estes constituem excelentes oportunidades para consolidar e desenvolver competências de leitura, como a familiarização com a ortografia e a aquisição de vocabulário. Não deixe, pois, que esses livros sejam tratados como meros adereços! Certifique-se de que são utilizados para o fim a que se destinam, até porque foram escolhidos pelo seu filho (mesmo que tenha sido com algum desprendimento), em vez de terem sido impostos pelo professor.

O interesse e o entusiasmo que os pais demonstrarem pelas leituras da biblioteca escolar podem influenciar bastante a atitude dos filhos para com essas tarefas. Se os pais mostrarem indiferença, é claro que os filhos não se sentirão minimamente motivados para fazer algo que também lhes seja indiferente. Se os pais assumirem uma atitude autoritária, exigindo que leiam, perguntando constantemente se já leram e ameaçando os filhos caso não leiam, poderão criar neles uma resistência ainda maior.

É claro que forçar as crianças a ler, com ameaças de castigos, poderia ser uma das “5 maneiras” contempladas na lista abaixo... Mas é obviamente mais recomendável usar métodos positivos e verdadeiramente motivadores!

    1. Leia com ele.
    Se o seu filho escolheu um livro com um vocabulário difícil e frases demasiado extensas, acompanhe-o na leitura, ajudando-o a pronunciar as palavras cada vez com mais confiança, rapidez e expressividade. Se ele consegue ler bem, mas tem pouca vontade, proponha-lhe ler com ele, alternadamente, as falas das personagens, ou simplesmente ouvir a história lida por ele.

    2. Joguem às adivinhas de palavras.
    Para tornar a leitura mais aliciante e divertida, peça ao seu filho que leia em voz alta, fazendo paragens de vez em quando, para tentar adivinhar qual é a palavra que se segue. Ilustre a ideia, lendo uma ou duas frases do texto e suspendendo a leitura num momento em que se siga uma palavra que o seu filho poderá adivinhar (por exemplo, nos primeiros versos de “Os sons e as palavras” do Abecedário Maluco: «Vibram os sons pelo ar, cantam nos nossos ouvidos./ Vamos lá desencantar/ palavras que são».... — e aqui o seu filho provavelmente dirá “ruídos!” Depois de ele ter compreendido, tente então adivinhar quais são as palavras que ele omite enquanto lê.

    3. Transforme o livro num espetáculo.
    Muitas narrativas podem facilmente ser lidas como se de uma peça de teatro se tratasse. Escolha um livro que tenham em casa (semelhante ao que o seu filho requisitou) e leia-o de forma teatral, animada e expressiva. Depois, peça ao seu filho que faça o mesmo com o livro da biblioteca. Se ele gostar mesmo de representar, crie um ambiente de “espetáculo” na sala e convide a família para assistir.

    4. Afixe um cartaz de leitura.
    Proponha ao seu filho fazerem um cartaz de leituras para afixar na parede do quarto. Use uma simples cartolina e, à medida que o seu filho vai lendo os livros, terá direito a colar sobre ela uma pequena folha com a sua opinião sobre a história e uma breve justificação. No final do ano letivo, se a cartolina estiver totalmente ocupada, o seu filho poderá até receber um prémio...

    5. Entrevistem-se.
    Peça ao seu filho que finja ser um repórter e que o entreviste a si, sobre o último livro que leu. Ajude-o a criar perguntas abertas para o guião, por exemplo, “O livro é sobre quê?”, “Que partes achou mais divertidas?”, “Recomendaria este livro? Porquê?“. Proponha o uso de alguns adereços (chapéu, óculos, microfone...) e assuma o papel de entrevistado com convicção. Depois, peça-lhe que leia o livro da biblioteca, para poderem trocar de papéis, e entreviste o seu filho como se ele fosse um crítico literário conceituado. As entrevistas constituirão momentos divertidos de partilha entre ambos e podem até ser realizadas atrás de uma moldura de cartão, a fazer de TV, para o resto da família assistir!