Cuidados a ter na altura das provas

As provas estão à porta e trazem com elas a ansiedade. Torna-se necessário memorizar muita matéria e, quando os nervos atacam, o sucesso pode ficar comprometido. Mas não vale de nada as recriminações do tipo “eu não te avisei?“, porque o jovem vive apenas o momento, o futuro é algo muito distante e só quando chega a altura do aperto é que se apercebem da importância.

Muitos jovens não sabem estudar porque sentem dificuldades em organizar o tempo para que se torne rentável. O estabelecimento de um calendário diário pode fazer milagres.

O ideal é adotar este procedimento logo no início das aulas, no entanto, todos sabemos que isso é raro acontecer, portanto quando o período de testes começa a aproximar-se, há que pensar: “quantas disciplinas existem para estudar?“, “quanto tempo há disponível?” e, com base nestes parâmetros, estabelecer um plano.

O calendário deve também permitir que o jovem tenha algum tempo livre, uma vez que ninguém aguenta muito tempo seguido a estudar.

A importância do ambiente de estudo

Certifique-se que o seu filho não estuda numa área com muitos elementos distraidores. Há que colocar o telemóvel no silêncio, desligar a televisão e não ter aberta a página do Facebook!

Alguns gostam de estudar com música, referem que isso leva a uma maior concentração, mas essa ideia é completamente errada. A música de fundo torna o ambiente mais agradável, mas não propicia a concentração.

Tudo se torna mais fácil se o seu filho fizer resumos, esquemas ou quadros da matéria que vai lendo. Enquanto faz o resumo, existe muita coisa que automaticamente fica memorizada, além de que, na altura do teste, é mais viável recordar um esquema do que um texto compacto.

Todos sabemos que a memória é fundamental para a aprendizagem mas memorizar é diferente de decorar. Decorar é papaguear, reproduzir mecanicamente sem compreender o significado.

O ato de memorizar engloba três fases: fixar, reter e recordar. Para alguém fixar o que quer que seja, é necessário que tenha vontade de o fazer, portanto a motivação tem um papel importante em todo este processo. Para fixar há que compreender e relacionar as ideias umas com as outras e tudo se torna mais fácil se houver o recurso aos órgãos de sentidos. Todos possuímos em maior ou menor grau, memória visual, auditiva, olfativa e afetiva, sendo que é sempre possível treiná-las para que se tornem cada vez mais aptas para a aprendizagem.

Reter significa reconstituir aquilo que se estuda, enquanto recordar é trazer à mente, sempre que necessário, tudo aquilo que se conseguiu fixar e reter na memória. Algumas estratégias podem ser utilizadas e existem exercícios que podem ajudar nesta tarefa.

O que fazer para consolidar a matéria

A ajuda de uma segunda pessoa é preciosa, desde que não contribua para o aumento da ansiedade, ou seja, há que ter toda a paciência sempre que decidir apoiar o seu filho nos estudos. Mostre-se disponível para lhe fazer perguntas, mesmo que não perceba muito da matéria. Todos os livros escolares têm, no fim de cada capítulo, um resumo daquilo que se pretende que o aluno fique a saber. Apoie-se nesse resumo e faça perguntas avulsas ao seu filho.

Elogie-o cada vez que ele for capaz de responder acertadamente, mas se ele errar muitas vezes não vale a pena continuar. É melhor que lhe diga para estudar tudo de novo já que no dia seguinte voltará a perguntar-lhe essa mesma matéria.

Na véspera do exame ou da prova, os nervos estão no seu auge. Surge a sensação de nada ter aprendido naqueles dias, por isso o melhor é reservar este dia para a distração. Tudo o que não foi estudado até aí dificilmente o irá ser, por isso agarre no seu filho e leve-o a dar uma volta, ao cinema, comer um hambúrguer; enfim, tente que a ansiedade não tome conta dele.

Garanta também que ele dorme, pelo menos, oito horas na noite anterior; só assim poderá acordar fresco e fisicamente preparado para enfrentar este dia.