FÉRIAS! FÉRIAS! FÉRIAS!

Depois de um ano escolar tão atípico chegaram as férias!

Foi estranho para os miúdos ter aulas pela televisão, quando antigamente esta servia para ver filmes, para divertir. Foi bizarro ter aulas pelo computador quando dantes este os levava às brincadeiras do YouTube ou lhes permitia fazer descobertas. Foi estranho deixar de ter recreio e só poder falar com os amigos pelo telemóvel.

Mas também para muitos estas férias serão diferentes. Vão usar máscara sem ser Carnaval. Estão proibidos de abraçar os avós. Terão de brincar a dois metros de distância.

Mas há algo que não mudou nem é proibido: o livro. Apetece pegar-lhe, folheá-lo, lê-lo à vontade no sofá, na cama, empoleirado numa árvore. Porque o livro não precisa de estar ligado por um fio, por uma operadora para funcionar. É independente e livre. Pode apertar-se junto ao coração, pode acompanhar-nos para toda a parte. Depois de tanta dependência da tecnologia, que tal entrar numa livraria ou numa biblioteca e escolher aquele amigo que corresponde aos nossos interesses? Um livro de aventuras? De poesia? De piadas? De histórias?

Com os livros viajamos no tempo e no espaço.  Desenvolvemos a imaginação. Gostosamente aprendemos a pensar, a exprimir-nos.

E que tal, nas horas vagas (e são muitas nas férias) escrevermos nós próprios um diário deste verão de 2020 para mais tarde o recordarmos?  A comunicação digital é efémera como uma borboleta. Mas a palavra escrita num papel dura para sempre.

Boas férias!