2021-07-07

Um perfil intemporal da América

Porto Editora publica O Dia da Independência. Neste segundo livro da «Trilogia Bascombe», Richard Ford cristaliza as aspirações e os fracassos do modo de vida americano.

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Escrito dez anos depois de O Jornalista Desportivo, O Dia da Independência segue de novo os passos e as divagações de Frank Bascombe, agora nitidamente às voltas com uma crise de meia-idade. A obra foi agraciada simultaneamente com o Prémio Pulitzer e o Pen/Faulkner, tornando-se o primeiro livro a receber os dois galardões e confirmando Richard Ford como um dos maiores autores americanos dos nossos tempos.

O livro estará disponível nas livrarias a 8 de julho.

SOBRE O LIVRO

Frank Bascombe vive num subúrbio de Nova Jérsia, está divorciado há sete anos e a ex-mulher voltou a casar, levando os filhos de ambos para o Connecticut. Aos 44 anos, enquanto vê vacilar todas as suas relações pessoais, abandona a carreira de jornalista desportivo e tenta a sua sorte como agente imobiliário. Porém, sempre atormentado pela mediocridade do quotidiano, não encontra grandes saídas para aquilo que considera «o Período Existencial» da sua vida. No fim de semana do 4 de Julho, dia da afirmação da identidade americana, Frank Bascombe faz-se à estrada com o filho, numa peregrinação pela América profunda, tornando-se o melhor observador da realidade americana – um homem comum vivendo experiências comuns.

SOBRE O AUTOR

Autor de oito romances e quatro coletâneas de contos, Richard Ford nasceu em Jackson, Mississippi, em 1944. Reconhecido pela crítica como um dos grandes retratistas dos temas estruturantes da sociedade norte-americana, Ford detém o recorde de ter sido o único autor distinguido em simultâneo com os prémios Pulitzer e Pen/Faulkner para uma mesma obra. No catálogo da Porto Editora figuram os seus romances Canadá — agraciado com o Prix Femina Étranger e o Andrew Carnegie Medal for Excellence —, Francamente, Frank, O Jornalista Desportivo, Entre Eles, e agora com uma nova tradução, O Dia da Independência. Em junho de 2016, Richard Ford foi distinguido com o Prémio Princesa das Astúrias das Letras e, em 2019, com o Library of Congress Prize para ficção americana.