2018-02-05

Um Muro no Meio do Caminho, ou como manter a esperança quando o destino é incerto

Julieta Monginho esteve num campo de refugiados na Grécia, experiência que serviu de inspiração a um romance único sobre vidas que ficam suspensas entre muros.

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Em 2016, Julieta Monginho esteve como voluntária no campo de refugiados de Chios, na Grécia, experiência de tal forma impactante que serviu de mote ao seu novo romance, Um Muro no Meio do Caminho. Nas livrarias a 8 de fevereiro, este livro marca a entrada da autora no catálogo da Porto Editora.


Este é um livro de histórias que se cruzam num campo de refugiados, onde cada um dos protagonistas procura manter a esperança enquanto a sua vida se encontra suspensa, e quando já tanto se perdeu ou deixou para trás. Embora ficcionados, são relatos que procuram transmitir a realidade que ainda hoje persiste, e alertar para as injustiças e dificuldades por que tantas pessoas passam, enquanto aguardam por um desfecho demasiado incerto.

SINOPSE

Trazem o que lhes restou: um caderno, um brinco, fotografias, a t-shirt do filho que morreu, um bebé a crescer na barriga, o barulho do seu quarto a ruir. Atravessado o mar, ergue-se o obstáculo inesperado: o muro construído pela hostilidade, esquecida dos que sucumbiram sem refúgio em território europeu, há menos de um século. À porta do muro alastram os campos de refugiados - chão de pedras, ratos, tendas fustigadas pelo sol, pela neve, pelas quezílias.

De todo o mundo acorrem os que ajudam. Levam as mãos para amparar, mimar, oferecer e cozinhar, os olhos para ver e entender. As histórias são mais que mil e uma. A de Amina e Omid, os fugitivos, a de Dimitris, o grego cercado pelos seus próprios muros, as de Ann e Saud, Juan e Eleni.

Vidas suspensas, à beira do muro, à porta da Europa.

A AUTORA

Julieta Monginho nasceu em Lisboa, em 1958. É escritora, magistrada do Ministério Público na jurisdição de família e crianças e formadora, colaborando com o Centro de Estudos Judiciários.

Em 1996 publicou o primeiro romance, Juízo Perfeito. Seguiram-se A Paixão Segundo os Infiéis (1998), À Tua Espera (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Dicionário dos Livros Sensíveis (2000), Onde Está J? (2002) e A Construção da Noite (2005). Em 2008, o seu livro A Terceira Mãe foi galardoado com o Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLB. No ano de 2012 publica Metade Maior (finalista dos Prémios Fernando Namora e Correntes d'Escritas) e, em 2015, Os Filhos de K. (finalista dos Prémios Fernando Namora e Pen Club).

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