2018-10-01

Regressar a 1998 para celebrar o Nobel de Saramago, o nosso Nobel

20 anos depois chegam às livrarias dois livros indispensáveis para reviver o ano do Nobel: Último caderno de Lanzarote, inédito de Saramago, e Um país levantado em alegria, de Ricardo Viel.

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A 8 de outubro de 1998 soubemos que José Saramago era o vencedor do Prémio Nobel de Literatura.


A 8 de outubro de 2018 celebramos essa data com a publicação de um inesperado inédito do escritor, o sexto e derradeiro volume dos seus diários, Último caderno de Lanzarote. A acompanhar este diário de 98, a Porto Editora publica ainda Um país levantado em alegria, livro de Ricardo Viel que relata detalhes e surpresas de como Saramago e o país viveram este dia tão especial – o título é emprestado de uma citação de Eduardo Prado Coelho dessa altura.

Estes dois livros serão lançados inicialmente a 8 de outubro, pelas 10:15, logo após a abertura do primeiro Congresso Internacional «José Saramago: Vinte Anos com o Prémio Nobel», que se realiza no Convento de S. Francisco, em Coimbra, de 8 a 10 de outubro. A apresentação em Lisboa será a 12 de outubro, sexta-feira, pelas 18:00, na Biblioteca Nacional de Portugal, onde inaugura também uma exposição dedicada a esta efeméride, com curadoria de Ricardo Viel.

Para comemorar os 20 anos da atribuição do Nobel a Saramago, a Porto Editora criou ainda uma página online – disponível em www.portoeditora.pt/jose-saramago-20-anos-nobel – onde recuperamos, entre outras curiosidades, mensagens e reações de vários amigos e personalidades a essa grande notícia. É ainda possível consultar informação sobre toda a obra do autor, que a partir do próximo mês estará na sua totalidade editada pela Porto Editora e disponível nas livrarias.

Sobre Último caderno de Lanzarote:

«Duas razões me levaram, mais ou menos conscientemente, a escrever um diário: em primeiro lugar, a circunstância de ter saído do meu país para viver nesta ilha distante; em segundo lugar, a necessidade, que nunca experimentara antes, de “reter” o tempo, de o obrigar, por assim dizer, a deixar o maior número possível de sinais da sua passagem. Cadernos de Lanzarote é como uma longa carta enviada àqueles que ficaram no outro lado, mas é também um modo (vão, inútil, quem sabe mesmo se desesperado…) de fingir prolongar a vida por uma obstinada “escrituração” dos dias. Os Cadernos não são um laboratório, embora não faltem neles reflexões sobre o “fazer” literário; não são um registo dos casos do mundo, embora abundem os comentários sobre a atualidade; não são uma coleção de dados para uma futura biografia, embora vão dizendo o que faço e o que penso. Como todo o diário (como toda a escrita), os Cadernos de Lanzarote são um exercício narcisista, mas, contra o que geralmente se crê, Narciso nem sempre gosta do que vê no espelho em que se contempla…»

Sobre Sobre Um país levantado em alegria:

Um país levantado em alegria refaz o caminho da notícia do primeiro Prémio Nobel para a literatura em língua portuguesa, revelando episódios desconhecidos, dando a conhecer mensagens recebidas por José Saramago e celebrando, vinte anos depois, um prémio que foi vivido intensamente no mundo inteiro.

Ricardo Nunes Viel (São Paulo, 1980), jornalista, é mestre pela Universidade de Salamanca. Colabora com diversas publicações brasileiras e estrangeiras, entre elas as revistas Piauí e os jornais Valor Económico e Globo. Desde 2013 que trabalha na Fundação José Saramago, onde exerce o cargo de diretor de comunicação. É um dos organizadores do livro Com o mar por meio – uma amizade em cartas, volume que reúne a correspondência entre José Saramago e Jorge Amado publicado em 2016 no Brasil e em Portugal.

«Gerindo História e história, rigor e narrativa, Ricardo Viel sabe usar ciência e serenidade para contar aqueles dias cheios. Assim, constrói um trabalho de referência acerca desse incrível presente, desse final de 1998.»
José Luís Peixoto

«Ricardo Viel relata-nos a história do Prémio Nobel concedido ao Sr. José, contada como se se tratasse de um thriller.»
Sergio Ramirez

JOSÉ SARAMAGO

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga. Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado.

Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.

José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998. No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Livros já publicados na Porto Editora e as personalidades que colaboraram nas capas:

Ensaio sobre a Cegueira – Caligrafia da capa por Chico Buarque
O Homem Duplicado – Caligrafia da capa por Lídia Jorge
A Viagem do Elefante – Caligrafia da capa por Mário de Carvalho
Os apontamentos – Caligrafia da capa por Maria do Céu Guerra
Provavelmente alegria – Caligrafia da capa por Nuno Júdice
As Pequenas Memórias – Caligrafia da capa por Gonçalo M. Tavares
As Intermitências da Morte – Caligrafia da capa por Valter Hugo Mãe
Memorial do Convento – Caligrafia da capa por José Mattoso
História do Cerco de Lisboa – Caligrafia da capa por Álvaro Siza Vieira
Os poemas possíveis – Caligrafia da capa por Almeida Faria
A Noite – Caligrafia da capa por Armando Baptista-Bastos
Manual de Pintura e Caligrafia – Caligrafia da capa por Júlio Pomar
Que farei com este livro? – Caligrafia da capa por Carlos do Carmo
Folhas políticas – Caligrafia da capa por Teresa Villaverde
A Caverna – Caligrafia da capa por Eduardo Lourenço
Ensaio sobre a Lucidez – Caligrafia da capa por Dulce Maria Cardoso
Levantado do Chão – Caligrafia da capa por Mia Couto
Objeto Quase – Caligrafia de capa por João Tordo
Terra do Pecado – Caligrafia de capa por José Luís Peixoto
A Jangada de Pedra – Caligrafia de capa por Mário Cláudio
Todos os Nomes – Caligrafia de capa por Miguel Gonçalves Mendes
O Evangelho segundo Jesus Cristo – Caligrafia de capa por Sebastião Salgado
O ano da morte de Ricardo Reis – Caligrafia de capa por Carlos Reis
Cadernos de Lanzarote – Diário I – Caligrafia de capa por Graça Morais
Cadernos de Lanzarote – Diário II – Caligrafia de capa por José Santa-Bárbara
Viagem a Portugal – Caligrafia de capa por Maria Alzira Seixo
Cadernos de Lanzarote – Diário III – Caligrafia de capa por José Carlos de Vasconcelos
Caim - Caligrafia de capa por Clara Ferreira Alves
Cadernos de Lanzarote – Diário IV – Caligrafia da capa por Nélida Piñon
Cadernos de Lanzarote – Diário V – Caligrafia da capa por Leonor Xavier
A Bagagem do Viajante – Caligrafia por Adelino Gomes
O Caderno – Caligrafia por João de Melo
Deste mundo e do outro – Caligrafia por Maria de Medeiros
A Segunda Vida de Francisco de Assis – Caligrafia por Frei Bento Domingues
In Nomine Dei – Caligrafia por Jorge Vaz de Carvalho
Don Giovanni ou O dissoluto absolvido – Caligrafia por Alexandre Delgado

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