2017-09-14

Rabih Alameddine faz ode à literatura em Uma Mulher Desnecessária

Romance foi distinguido com o Prémio Femina e finalista do National Book Award.

Partilhar:
Na cidade de Beirute, uma mulher tem como única companhia os seus livros e todos os anos traduz um, que depois guarda. Aaliya, o seu nome, é a narradora de Uma Mulher Desnecessária, do libanês Rabih Alameddine, que a Porto Editora publica a 21 de setembro. Vencedor do Prémio Femina para melhor romance estrangeiro e finalista do National Book Award, este livro apresenta-nos a história de uma mulher muito singular que, à margem dos horrores da guerra civil, dedica a sua vida à leitura e tradução de obras icónicas da literatura ocidental.

Tolstoi, Faulkner, Hemingway, Dostoiévski, Calvino, Borges, Nabokov, Javier Marías, José Saramago são alguns dos personagens que vão entrando no mundo de Aaliya, um mundo de deslumbramentos, memórias e anseios.

Numa homenagem à beleza e às artes, Uma Mulher Desnecessária revela a capacidade redentora dos livros e como nos podem ajudar a definir quem somos.

SINOPSE

Aaliya Saleh vive sozinha no seu apartamento em Beirute, rodeada por pilhas e pilhas de livros. Sem Deus, sem pai, sem filhos e divorciada, Aaliya é o «apêndice desnecessário» da sua família. Todos os anos, ela traduz um novo livro para árabe, e depois guarda-o. Os trinta e sete livros que Aaliya já traduziu nunca foram lidos por ninguém. Depois de ouvir as vizinhas, as três «bruxas», a criticar a extrema brancura do seu cabelo, Aaliya tinge-o… de azul.

Neste assombroso retrato da crise de idade de uma mulher solitária, os leitores seguem a mente errante de Aaliya, à medida que ela vagueia pelas visões do passado e do presente da capital do Líbano: reflexões coloridas sobre literatura, filosofia e arte são invadidas pormemórias da guerra civil libanesa e do próprio passado volátil de Aaliya. Ao tentar superar o envelhecimento do corpo e as inoportunas explosões emocionais que o acompanham, Aaliya é confrontada com um desastre impensável que ameaça estilhaçar a quietude da vida que ela escolheu para si mesma.

O AUTOR


Rabih Alameddine nasceu na Jordânia. Filho de pais libaneses, viveu no Kuwait, no Líbano, em Inglaterra e nos Estados Unidos da América. Autor dos romances Koolaids e I, the Divine, e da coletânea de contos The Perv, dedicou oito anos de intenso trabalho a traçar, como um verdadeiro hakawati, as Mil e Uma Noites deste século em O Contador de Histórias, um romance cativante e gracioso, que o colocou nas listas de autores mais vendidos de todo o mundo, com o aplauso tanto do público como da crítica. Divide o seu tempo entre São Francisco e Beirute.

CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Uma Mulher Desnecessária dramatiza o funcionamento de uma mente maravilhosa. A mente pertence à protagonista, e está cheia de inteligência, perspicácia, memórias e arrependimentos estranhos. Mas, como no trabalho de Calvino ou Borges, a mente é também a do escritor. […] Sobre todo este ato de criação ferozmente original […] está a ideia da palavra escrita com amor, sagacidade, compreensão e um tipo raro de sabedoria.»
Colm Tóibín

«Uma das personagens femininas mais belas e originais dos últimos tempos.»
Mathias Enard

«Uma Mulher Desnecessária é uma reflexão sobre envelhecimento, política, literatura, solidão, dor e resiliência.»
The New York Times

«Uma pérola literária!»
Kirkus Review

Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de navegação. Ao navegar estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade. Tomei conhecimento e não desejo visualizar esta informação novamente.

OK