2021-05-10

Que Educação queremos para Portugal?

Livro de Pedro Patacho convoca a sociedade para a urgência de definir a política educativa para o futuro, propondo um novo pacto social para a Educação

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«A educação escolar é um bem público, que nos pertence a todos. É um projeto no qual temos o direito e o dever de participar. Por isso proponho um modelo cívico de relação entre as escolas, as famílias e o território, onde tudo acontece. Um modelo alicerçado nos valores da justiça social enquanto concretização democrática».

Pedro Patacho apresenta desta forma o desafio que está presente no livro Pensar a Educação – Escola, justiça social e participação, que está a chegar às livrarias com a chancela Porto Editora.

Doutorado em Educação pela Universidade da Corunha, Espanha, e atualmente vereador na Câmara Municipal de Oeiras com o pelouro da Educação, Pedro Patacho apresenta neste livro um diagnóstico muito realista e objetivo do estado de arte da educação no nosso país para, a partir daí, convocar todos os agentes sociais para um debate aberto e construtivo que crie condições para um verdadeiro pacto social nesta área.

Sendo a educação pública «um projeto político através do qual se procura construir um modelo de sociedade» que se pretende «tolerante, solidária» e comprometida com «o desenvolvimento da justiça e da democracia», este será o tempo certo de se pensar que Educação queremos. Uma ideia corroborada pelas personalidades que assinam o prefácio (Jurjo Torres Santomé, da Universidade da Corunha) e posfácio (João M. Paraskeva, da Universidade de Massachusetts, EUA) desta obra, ambos bastante críticos da realidade atual.
 

 

 


SOBRE O LIVRO

À medida que se foram modificando as relações de produção, de poder e de experiência, nas nossas sociedades globalizadas, tornou-se cada vez mais evidente a necessidade de repensar a educação escolar contemporânea. Dos currículos e programas à formação de professores, passando pelos modos de organização e funcionamento, é urgente reimaginar a escola(rização).
Com a universalização do acesso, as escolas encheram-se de diversidade social e cultural que lhes trouxe novos desafios. Fora da escola multiplicaram-se as fontes, os recursos e as oportunidades de aprendizagem, atraentes, dinâmicas, interessantes, frequentemente integradoras de diferentes saberes. Já quase não chegam à escola crianças com pais não escolarizados. Mas são os filhos das famílias em situações de maior vulnerabilidade e com menos escolarização que continuam a engrossar as estatísticas do abandono e insucesso escolar.
Afinal, que projeto político é este a que chamamos escola? De onde vem e por que razão é tão resistente à mudança? Como podem os professores liderar a metamorfose da escola? Qual deverá ser o seu papel nas sociedades contemporâneas? E como pode a ideia de justiça social e curricular estruturar, através da participação, uma educação escolar em que ninguém fica para trás?


SOBRE O AUTOR

Pedro Patacho professor do Ensino Superior. Doutorado em Educação pela Universidade da Corunha, Espanha, onde obteve o Prémio Extraordinário de Doutoramento, com uma tese sobre a participação na educação pública, tem lecionado e realizado investigação no domínio da Educação, tanto a nível nacional como internacional. É, atualmente, vereador na Câmara Municipal de Oeiras, com o pelouro da Educação.