2020-08-21

Pensar o Futuro do País e do mundo pós-pandemia

Porto Editora publica reflexões de catorze especialistas portugueses de distintas áreas, sob coordenação de Nicolau Santos. Proveitos e direitos de autor serão doados ao CASA – Centro de Apoio ao Sem Abrigo

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O mundo foi brutalmente sacudido no início de 2020 pela pandemia provocada pela COVID-19. De um momento para o outro, o nosso modo de viver foi posto em causa por um pequeníssimo, todavia letal, vírus. E, no entanto, a vida continua. «É importante saber como será quando entrarmos no novo normal. O debate centra-se, portanto, no futuro. No pós-pandemia», frisa Nicolau Santos, presidente da Agência Lusa, organizador e autor do prefácio do livro Pensar o Futuro – Portugal e o Mundo depois da COVID-19, que estará disponível nas livrarias a 27 de agosto.


Como serão a vida social, os afetos, o papel das religiões, a economia, as relações laborais e entre países? Os governos e as autoridades sanitárias devem continuar a tomar decisões, mesmo com graus diferentes de incerteza? O que podemos esperar da ciência e da investigação? É a estas questões e a várias outras que o livro responde, através do testemunho de 14 personalidades portuguesas, especialistas em diversas áreas do conhecimento: Alexandre Quintanilha, físico, professor catedrático, autor de mais de uma centena de artigos em revistas científicas internacionais, deputado; Carlos Fiolhais, físico, professor catedrático e um dos maiores divulgadores de ciência em Portugal; Carlos Moedas, ex-comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação; D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa; Fernando Pinto, ex-presidente da TAP durante 18 anos; Germano de Sousa, médico patologista, professor catedrático, ex-bastonário da Ordem dos Médicos; Francisco Louçã, economista e membro do Conselho de Estado, autor de mais de duas dezenas de livros; João Luís César das Neves, economista, professor catedrático, autor de uma vasta bibliografia; José Gameiro, psiquiatra, doutorado em Psicologia e Saúde Mental e membro fundador da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar; Lídia Jorge, escritora premiada nacional e internacionalmente, com mais de 30 títulos publicados; Manuel Carvalho da Silva, investigador, professor catedrático e ex-secretário-geral da CGTP; Nuno Crato, matemático e estatístico, ex-ministro da Educação, professor catedrático; Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático, ex-ministro da Administração Interna e ex-ministro da Defesa; e Pedro Simas, investigador científico, professor universitário e virologista.

«Os seus testemunhos ensinam-nos que o mais importante não é prever o futuro mas fazer acontecer o futuro como queremos que ele seja», garante Nicolau Santos, organizador do projeto. E muitas das pistas estão neste livro cujos proveitos e direitos de autor serão doados ao CASA — Centro de Apoio ao Sem Abrigo.

SOBRE O LIVRO

Até há poucos meses, trabalhar fora de casa, jantar num restaurante com um grupo de amigos ou fazer parte da plateia que enche uma sala de espetáculos eram atividades banais praticadas sem que nelas se pensasse duas vezes. No início de 2020, fazíamos planos para o futuro, escolhíamos livremente o destino das próximas férias e assistíamos a um momento de crescimento económico. Simultaneamente, os media faziam-nos chegar notícias sobre um vírus desconhecido que, na China, começava a fazer as primeiras vítimas mortais. Esse vírus galgou fronteiras e rapidamente a COVID-19 ganhou o estatuto de pandemia. Portugal viu surgir os primeiros casos da doença e a proteção da saúde pública e da própria capacidade do Serviço Nacional de Saúde obrigou a que se tomassem medidas que alteraram não apenas os nossos dias, mas também o modo como perspetivamos o tempo que há de vir. Pensar o Futuro resulta do desafio que, sob a orientação de Nicolau Santos, foi lançado a personalidades nacionais de diversas áreas: como será o mundo pós-pandemia? Que repercussões terá este vírus em áreas como a ciência, a educação, a cultura, a vida laboral, ou a religião? Uma certeza fica desde logo: a vida já não é o que era. E por isso vale a pena pensar no que ainda virá a ser.

 

 

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