2019-02-01

Para quem pensa que já não há miguelistas, aqui está o novo livro do mais conservador dos cronistas.

O Crepúsculo em Moledo, de António Sousa Homem, mostra como – lido a partir de um refúgio no Norte do país – o mundo está cada vez mais estranho.

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Já diz o autor que «há conservadores escondidos por toda a parte», grupo onde António Sousa Homem orgulhosamente se cataloga. Apesar de poucos o conhecerem, tem desde finais dos anos 80 vindo a comentar com mão segura a realidade política e mental portuguesa, a partir do seu refúgio em Moledo. A 7 de fevereiro, a Porto Editora publica um conjunto das suas recentes crónicas em O Crepúsculo em Moledo e outras elegias, que conta com prefácio de João Pereira Coutinho.


Observador minucioso e de hábitos discretos, a perspetiva irónica de António Sousa Homem sobre os costumes, a sua própria família e sobre a evolução da sociedade portuguesa transforma cada momento de leitura num saudável banho de iodo e bom humor. A prosa exemplar e a inteligência dos seus comentários afirmam-no como um dos grandes cronistas portugueses de hoje – apesar de se considerar «um minhoto quase contemporâneo do Titanic».

SINOPSE

«Contra todas as evidências, o mundo continua a interessar-me. Os meus sobrinhos, mais do que os meus irmãos, entendem este eremitério de Moledo, a casa onde me instalei nos anos oitenta, como uma espécie de observatório inclinado sobre o mar, mas de onde suspeito que o resto do universo continua a mover-se – e de uma forma mais interessante do que Galileu Galilei imaginava.»

O AUTOR

António Sousa Homem nasceu no Porto em março de 1921 e vive atualmente em Moledo, no Minho. Foi advogado de profissão, é autor de um livro de botânica e de um roteiro das paisagens do Minho Litoral, ainda inéditos. Em 2002 publicou o seu primeiro livro, Os Ricos Andam Tolos, que reunia algumas das crónicas que escreveu para o semanário O Independente. Até 2008 escreveu para a revista NS (do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias) e desde então assina ininterruptamente a sua crónica semanal no Correio da Manhã – primeiro ao domingo, agora às sextas-feiras. Em 2008 publicou Os Males da Existência, em 2011 Um Promontório em Moledo (com prefácio de Maria Filomena Mónica) e, em 2013, Páginas de Melancolia e Contentamento (prefácio de Pedro Mexia), todos com o subtítulo Crónicas de um reaccionário minhoto.

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