2011-04-11

O trabalho «mais poderoso» de Padura

O Homem que Gostava de Cães é considerado um dos melhores romances do autor cubano. Nele é contado o longo caminho que levou Ramón Mercader ao assassinato de Trótski.

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Leonardo Padura, autor de O Homem que Gostava de Cães, vai estar em Portugal para apresentar o seu livro e participar no evento Literatura em Viagem, que começa a 16 de abril, em Matosinhos.

SINOPSE

Um romance que nos dá um retrato impiedoso da utopia mais importante do século XX. Em 2004, com a morte da mulher, Iván, um aspirante a escritor, relembra um episódio que lhe aconteceu em 1977, quando conheceu um homem enigmático que passeava pela praia acompanhado de dois galgos russos. Após vários encontros, «o homem que gostava de cães» começou a confidenciar-lhe relatos singulares sobre o assassino de Trótski, Ramón Mercader, de quem conhecia pormenores muito íntimos.

Graças a essas confidências, Iván irá reconstituir a trajetória de Liev Davídovitch Bronstein, mais conhecido por Trótski, e de Ramón Mercader, e de como se tornaram em vítima e verdugo de um dos crimes mais reveladores do séc. XX.

Através de uma escrita poderosa sobre duas testemunhas ambíguas e convincentes, Leonardo Padura traça um retrato histórico das consequências da mentira ideológica e do seu poder destrutivo sobre a utopia mais importante do século XX.

O AUTOR

Leonardo Padura nasceu em Havana, em 1955. Licenciado em Filologia, trabalhou como guionista, jornalista e crítico, tornando-se sobretudo conhecido pela série de romances policiais protagonizados pelo detetive Mario Conde, traduzidos para inúmeras línguas e vencedores de prestigiosos prémios literários, como o Prémio Café Gijón 1995, o Prémio Hammett em 1997, 1998 e 2005, o Prémio do Livro Insular 2000, em França, ou o Brigada 21 para o melhor romance do ano, além de vários prémios da crítica em Cuba e do Prémio Nacional de Romance em 1993.

IMPRENSA

«Um grande romance, o mais poderoso do autor, crítico sem fanatismo, de grande densidade humana e de uma intensa dinâmica narrativa.»
La Vanguardia

«Um romance magnífico, habilmente construído sobre uma base histórica muito rigorosa.»
Livres Hebdo

«Uma leitura excelente, rica em propostas e insinuações acerca da condição humana e do nosso mundo que se estende muito para além da história narrada.»
El Mundo

«
Um grande romance, um hino às ilusões perdidas e um requisitório contra o comunismo, a utopia mais destruidora do século passado.»
Livres Hebdo

«
Tratando-se sobretudo de um relato pormenorizado sobre o assassinato de Trótski, contado com um grande arrebatamento narrativo, O Homem que gostava de cães não deixa de se tornar um romance apaixonante de
lealdades e obediências.»
El País