2020-05-28

O Comboio das Crianças e uma das grandes histórias esquecidas do pós-Segunda Guerra Mundial

Uma Itália que renasce das cinzas do devastador conflito pelos olhos de uma criança de sete anos

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No próximo dia 4 de junho, a Porto Editora publica O Comboio das Crianças, fenómeno bestseller da autora italiana Viola Ardone. Baseado em factos verídicos e numa das grandes histórias esquecidas no rasto de destruição deixado pela Segunda Grande Guerra, este romance histórico transporta os leitores às ruas de Nápoles, em 1946.


Amerigo tem sete anos e é um dos milhares de passageiros dos comboios que atravessam a península italiana. Mas estes comboios não fazem rotas comuns: são parte das iniciativas de adoção de crianças desfavorecidas de Nápoles por famílias de classe média-alta do norte de Itália. Longe da mãe – refém de enganos e de escolhas condicionadas pela guerra e pela influência da Camorra – este menino irá descobrir uma nova vida e um novo mundo, que o irá marcar para sempre.

Ao acompanhar esta singular voz, de espanto pueril e de uma astúcia característica dos sobreviventes, os leitores observam a reconstrução de um país e também a luta individual por um destino e por um sonho, mesmo quando isso significa sacrifícios dos quais nunca se recupera. Uma história inesquecível de doçura, dor e escolhas que definem um rumo.

O Comboio das Crianças vendeu, até à data, mais de 145 mil exemplares em Itália e os direitos para publicação foram já adquiridos por editoras de 28 países.

SOBRE O LIVRO

O Comboio das Crianças
Nápoles, 1946
Amerigo, um menino de sete anos, deixa a vida que sempre conheceu em Nápoles e parte num comboio. Não sozinho, mas no meio de milhares de outras crianças do Sul de Itália que atravessam o país para passarem alguns meses com uma família do Norte, enquanto a sua terra natal se reconstrói do caos e da destruição.
Com o espanto típico de uma criança de sete anos e a astúcia de um rapaz de rua, Amerigo mostra-nos uma Itália que renasce da guerra e conta-nos como, mesmo renunciando a tudo – até ao amor da própria mãe –, é nessa viagem que descobre o seu verdadeiro destino. Um romance apaixonante sobre uma pequena testemunha de uma Grande Guerra e da sua luta pela sobrevivência e pelo amor.


CRÍTICAS DE IMPRENSA

Viola Ardone toca-nos quase a ponto de nos magoar. Amerigo, dividido entre dois mundos, fará uma escolha que lhe trará consequências dolorosas, mas que dará novo sentido à sua vida. Porque a dor pode ser, acima de tudo, algo fértil. Porque o comboio da vida é movido a amor, e descarrila e chega ao destino – mas nunca para.
L'Osservatore Romano

Viola Ardone mergulhou as mãos na história mais dolorosa da sua cidade. Passou a pente fino o dialeto e a mentalidade daqueles tempos, reconstruindo o cenário perfeito para um romance enorme sobre o poder da escolha. Porque aquilo de que Amerigo nos fala, quando sai do comboio, é precisamente do momento em que as duas metades da sua vida se separam, obrigando-o a tomar uma decisão. Uma decisão importante, definidora da sua identidade.

La Stampa


SOBRE A AUTORA

Viola Ardone nasceu em Nápoles, em 1974. Trabalhou em edição escolar e é atualmente professora de Italiano e Latim no ensino secundário. Publicou dois romances, La ricetta del cuore in subbuglio (2012) e Una rivoluzione sentimentale (2016). Escreveu ainda uma história em verso, Cyrano dal naso strano (Editora Albe 2017), com ilustrações de Luca Dalisi. No âmbito do workshop de escrita do Instituto Penal para Menores, contribuiu para as antologias de contos La grammatica di Nisida (2013), Parole come pane (2014), Fuori (2015), Le parole felici (2016), La Carta e la vita (2017) e para o romance L'ultima prova (2018), pelo coletivo I Nisidiani.
 

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